Enxertada no Bairro Pedro Raimundo, Zona Oeste de Petrolina, há mais de 10 anos, a comunidade do Vila Salinas passa por muitos problemas – o que normalmente acontece com todas as ocupações na cidade que passam a se estruturar e evoluir. Atualmente já existem empresas metalúrgicas, academia de ginástica, serviços de internet e supermercados, mas o cenário continua o de uma década atrás.
De acordo com o comunitário João Vieira da Silva, uma das principais preocupações diz respeito às ligações clandestinas de energia. Das três vezes em que se candidatou a vereador na cidade, ele prometeu que ia lutar para regularizar a situação. No entanto, deparou-se com uma dura realidade. “Tem muito morador que não quer pagar (pela energia)”, relatou João.
Além disso outras demandas são motivo de clamor na comunidade, a exemplo de abastecimento d’água, saneamento, coleta de lixo e pavimentação. João também cita até uma ponte de acesso à comunidade (por trás do Atacadão), que está afundando e precisa de uma nova ponte. Além disso, ele afirma que o canal pluvial da área só foi coberto até o Vale do Grande Rio.
Regularização fundiária
A área onde as casas da Vila Salinas foram construídas, ainda conforme João, é de posse do Banco do Brasil. Portanto, ele cobra primeiro a regularização fundiária dos terrenos. O comunitário afirma que as gestões do prefeito Julio Lossio e Miguel Coelho já se passaram, sem que os moradores vissem nenhuma melhoria. Agora, João diz esperar que o atual, Simão Durando, deixe alguma ação por lá, começando pela regularização da Vila Salinas. Atualmente vivem no local em torno de 500 famílias, que ainda não receberam até hoje nenhuma atenção do poder público. “Não queremos mais promessas. Queremos ações”, pontuou.


