Consumidores de Petrolina têm relatado prejuízos após abastecerem em postos de combustíveis da região. As denúncias apontam suspeitas de combustível adulterado, que estariam causando problemas mecânicos nos veículos e gerando custos extras para os motoristas. Um motorista expressou indignação com a situação e com o que considera “falta de fiscalização mais rigorosa“.
“Como se não bastasse o aumento constante no preço dos combustíveis e a carga altíssima de impostos, que já pesa no bolso do trabalhador, agora o consumidor ainda corre o risco de abastecer com gasolina adulterada”, afirmou.
Segundo ele, o problema costuma ser percebido pouco tempo após o abastecimento. Além disso, ele ainda destacou que o prejuízo acaba ficando totalmente para quem abastece. “Na prática funciona assim: a gente abastece o veículo e pouco tempo depois o carro começa a apresentar problemas. Aí precisamos ir direto para a oficina. O mecânico identifica o defeito e confirma que é combustível de má qualidade. Resultado? Pagamos para retirar o combustível do tanque, pagamos pelo serviço mecânico e ainda precisamos abastecer novamente”, relatou.
Diante da situação, ele defende que medidas mais rigorosas sejam adotadas contra estabelecimentos que forem flagrados vendendo combustível adulterado. “Seria importante criar um projeto de lei mais rigoroso para punir esse tipo de prática quando for comprovada. Uma medida seria aplicar multa ao estabelecimento e obrigá-lo a ressarcir o consumidor prejudicado, garantindo pelo menos um tanque cheio de combustível de qualidade, além dos custos do reparo”, sugeriu.
O consumidor também fez um apelo para que autoridades e órgãos de fiscalização acompanhem a situação com mais atenção. “A população não pode continuar pagando essa conta sozinha. Precisamos de mais fiscalização, responsabilidade e respeito com quem trabalha e depende do seu veículo todos os dias”, declarou.
Fiscalização
O Programa Municipal de Defesa do Consumidor de Petrolina (Prodecon) informou que já recebeu denúncias e realizou fiscalizações em postos da cidade, em conjunto com o Instituto de Pesos e Medidas de Pernambuco (Ipem). Segundo Marcos Bacelar Filho, representante do Procon em Petrolina, as equipes verificam denúncias relacionadas ao preço, à qualidade do combustível e à volumetria, quantidade efetivamente entregue ao consumidor.
O órgão orienta que consumidores que identificarem possíveis irregularidades devem registrar denúncia diretamente no Prodecon, para que os casos possam ser investigados.


