Visionário da irrigação, Nilo Coelho receberá justas homenagens no centenário do seu nascimento

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Foto: reprodução/acervo pessoal

No próximo dia 2 de novembro, o país renderá homenagens a um dos políticos mais importantes de sua história. Médico, empresário, industrial, deputado estadual, deputado federal, governador de Pernambuco, senador e presidente do Congresso Nacional, Nilo de Souza Coelho completaria 100 anos se estivesse vivo. A data será lembrada em Brasília (DF), com a realização de uma sessão especial pelo Senado Federal, além de Petrolina (sua terra-natal) e Recife, capital de Pernambuco – Estado que administrou entre 1967 e 71.

Realizador de obras estruturantes a exemplo da ampliação da rede de eletrificação rural e da criação da Fundação de Desenvolvimento Municipal de Pernambuco (Fiam), Nilo Coelho integrou as regiões do Sertão e Agreste ao Litoral, inaugurando os 800 quilômetros da rodovia pavimentada entre Recife e Petrolina e construindo os primeiros viadutos para o escoamento do tráfego urbano na capital. Por estas obras passou a ser chamado pelos pernambucanos de ‘Governador da Integração’ e  ‘Governador Estradeiro’.

Em sua gestão como governador, Nilo implantou a Fundação de Ensino Superior de Pernambuco (FESP), hoje Universidade de Pernambuco (UPE). Criou a Companhia de Mecanização Agrícola e os Distritos Industriais de Pernambuco S/A, instituiu ainda o Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe), o Instituto de Pesos e Medidas, a Comissão Estadual de Controle da Poluição das Águas, o Departamento de Trânsito de Pernambuco e substituiu a Imprensa Oficial por uma empresa de economia mista, a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe).

Irrigação

Entretanto a obra mais marcante para o povo sertanejo foi certamente a criação do projeto de irrigação Massangano, vindo a ser batizado posteriormente de Senador Nilo Coelho, e que o transformou também no ‘Governador da Irrigação’.

No Sertão pernambucano prevalecia praticamente só a cultura da cebola. Com a implantação deste perímetro público irrigado foram disponibilizados para os produtores mais de 20 mil hectares, e o Vale do São Francisco passou a produzir em larga escala culturas permanentes a exemplo de banana, uva, manga, coco, acerola e goiaba”, recorda o presidente da Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport) e amigo de Nilo Coelho, José Gualberto de Almeida.

Atualmente o Vale produz 43,9 milhões de toneladas de frutas, respondendo por 86% da manga exportada no Brasil e por 99,9% das uvas enviadas para fora do País. José Gualberto afirma ainda que a determinação e a força política de Nilo Coelho foi um dos principais pilares para a consolidação da região enquanto produtora e uma das maiores exportadoras de frutas do mundo.

Igual opinião tem o diretor de Marketing da Valexport e sobrinho de Nilo, Caio Coelho. Citando os números alcançados na última safra, o diretor também lembra o crescimento vertiginoso da região desde que foram introduzidas as técnicas de irrigação sob o olhar atento de Nilo Coelho.

Em 2019 foram exportadas 189.864 toneladas de mangas e 46.724 toneladas de uva, movimentando aproximadamente US$ 300 milhões. Uma atividade que é a principal fonte geradora de renda e possibilita a oferta de 85 mil empregos diretos na produção de uva e 76 mil empregos diretos na produção de manga“, ressaltou Caio Coelho, adiantando que a expectativa para 2020 é de um aumento na produção de manga e uvas na ordem de 5% e  um aumento de 10% nas exportações de ambas as frutas.

Nilo cumprindo agenda/foto: Acervo pessoal

Determinado

Expectativas e possibilidades construídas a partir do trabalho e da determinação do povo nordestino. Do ‘Menino Beradeiro’ que aprendeu com o Rio São Francisco e os remeiros a lição do diálogo, negociação e entendimento: “Não há barreiras políticas insuperáveis quando se trata de atender aos anseios do povo e aos interesses da pátria“. Nilo Coelho faleceu em São Paulo no dia 9 de novembro de 1983, após sofrer um infarto enquanto discursava no Senado, aos 63 anos de idade. Do espírito arrebatado, independente e franco, falam seus versos em voz alta: “Se os bons ventos nos faltarem/estarei na proa para acertar a cadência das remadas. Remando ou varejando não importa sangre o peito: saberemos lutar“. (Fonte: CLAS Comunicação)

Nilo recepcionando a Rainha da Inglaterra no Recife/foto: Acervo pessoal

4 COMENTÁRIOS

  1. Visionário de que, Coelho nunca mexeu com irrigação, o negócio deles era a indústria, cheias de subsídios do governo, tanto é que quando acabou a mamata dos subsídios a falência das empresas deles foi geral. Se hoje o Vale do são Francisco produz frutas é graças aos estudos da FAO e da SUDENE.

  2. O povo precisa entender que Petrolina é, NA VERDADE, A MINA DE OURO DE COELHO. O seu grande GARIMPO. De Petrolina só tiram proveito e vantagem. Pousam com aquele coraçãozinho vermelho como amantes da cidade, mas, na verdade, o tal coraçãozinho é um sepulcro caiado, bonito, vermelhinho por fora, podre por dentro. Tudo o que fazem é com segundas intenções. Sacrificam o povo e o cofre da cidade para atender suas pretensões, sem tirarem UM SEU REAL DO BOLSO. Para fazerem esse asfaltamento eleitoreiro, comprometeram os cofres públicos em R$ 60 (sessenta milhões). O pior, com artimanhas, pois o blog publica notícia de ação popular, procedente em parte, contra contrato entre Prefeitura e Caixa Econômica Federal em que a prefeitura e porque não dizer o prefeito que a representa, comprometia recursos do Fundo de Participação dos Municípios que não poderia ser dado em garantia nessa empreitada eleitoreira. É isso o que fazem os donos do garimpo. Para o povo, garimpeiro adoentado, fica a conta para pagar.

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