Videobook reúne poemas de escritoras do Vale do São Francisco que refletem sobre o machismo

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É com a missão de fomentar a participação das mulheres no cenário literário, fortalecer a produção regional e proporcionar o livre acesso às produções literárias, incluindo o público dos não leitores, que o coletivo ‘Vozes – Mulheres: além das margens’, formado por seis escritoras e independentes da região do Vale do São Francisco, lança seu primeiro videobook. Bia Camélia, Hannah S. Lima, Milena Santos, Pók Ribeiro, Ruthe Maciel e Yasmin Rabelo dão voz ao coletivo.

O ‘Vozes-Mulheres’ é um projeto aprovado no Calendário das Artes 2020, promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA). A 8ª edição estimulou a produção, criação e fruição das artes de forma totalmente virtual em virtude da pandemia da Covid-19 e contemplou propostas de todas as linguagens artísticas geridas pela Funceb.

A coletânea audiovisual reúne oito poemas das escritoras, além de suas biografias, fotografias, texto de apresentação e créditos.  Além de apresentar trechos escritos, os poemas são recitados com toda a expressão vocal de suas autoras. O coletivo acredita que a propagação da literatura por meios digitais é também um meio de atenuar os efeitos danosos causados pelo isolamento social, em razão da pandemia, pois além de entreter, é capaz de levar afeto e afago sonoro. Os poemas promovem uma reflexão acerca do machismo, violência contra a mulher, imposição de padrões, maternidade, partindo da vivência diária dessas mulheres autoras.

“Para mim, em particular, enquanto poeta e pesquisadora da poética de mulheres aqui no Vale do São Francisco, poder ter nosso trabalho produzido assim de forma tão modesta, mas carregado da força e potência de nossas escritas e existências reexistentes foi extremamente motivador, sobretudo, considerando-se o silenciamento e a invisibilidade a que somos submetidas constantemente. Recebemos o resultado com um misto de surpresa e contentamento sem tamanho, justamente, porque sempre esbarramos nessa falta de visibilidade e de acesso à espaços que pudessem promover essa propagação da nossa produção e atuação”, diz Pók Ribeiro, membro-criadora do coletivo e proponente do projeto.

A produção do material foi coletiva, embora remota, com a participação exclusiva das seis poetas componentes do coletivo, sem contratação ou participação de terceiros. Além dos poemas, Pók Ribeiro assinou a direção e a produção, enquanto Bia Carmélia também foi responsável pela criação artística e a edição final.

Como surgiu

O Vozes Mulheres existe desde 2017. Sob a coordenação da poeta e membro Pók Ribeiro, o coletivo é composto por escritoras e poetas que compartilham suas criações em saraus, mesas e outros eventos literários, sempre na perspectiva de dar voz e visibilidade à produção literária local, feita por mulheres, numa perspectiva de enfrentamento às assimetrias de gênero por meio da palavra.

2 COMENTÁRIOS

  1. QUEREM UMA FOTO QUE REFLITA O FRACASSO DA INTELECTUALIDADE BRASILEIRA???
    EIS A DESSA MATÉRIA !!!
    Tudo dessa gente canhota é machismo, homofobia, preconceito, e vários outros mimimis, mudem o disco, enjoamos dessa temática repetitiva, boba, infantil, bitolada de vocês.

  2. Esses termos mídiaticos que se tornaram modismo seguidos de visoes distorcidas do ser humano, independente de qualquer diferença entre as pessoas, isso vai acabar levando a falencia o que conhecemos como civilização. São muitas causas e bandeira a serem defendidas porem o objetivo é nunca unir e sim dividir a sociedade: machismoxfeminismo, cristão x ateus, negros x brancos, heteros x não heteros, direita x esquerda, e assim caminha a humanidade para um buraco sem fim.

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