Trabalho acadêmico sobre mobilidade urbana de Petrolina é premiado em Alagoas

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Uma pesquisa intitulada “Terminal Mercado: Anteprojeto Arquitetônico de um Terminal de Integração para a Rede de Transporte Estruturada de Petrolina/PE”, obteve a primeira colocação no Prêmio Zélia Maia Nobre, que escolhe os melhores trabalhos de conclusão de curso em arquitetura e urbanismo do estado de Alagoas. O projeto, de autoria de Luan Rubens Dias de Moura, sob orientação do professor Geraldo Majela Gaudêncio Faria (FAU-UFAL), foi o grande selecionado dentre outras dezesseis propostas.

A cerimônia de premiação da 4° edição do prêmio, promovido pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Alagoas (CAU/AL), aconteceu na última sexta-feira (14), em evento em alusão ao Dia do Arquiteto e Urbanista, em Maceió, capital alagoana. Este ano a comissão julgadora foi formada pelo  arquiteto e urbanista professor doutor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Leonardo Salazar Bittencourt, Daniel de Gouvêa Lemos, ex-presidente do CAU/AL e pelo Superintendente do IPHAN/AL, arquiteto e urbanista Mário Aloísio Barreto Melo.

O trabalho consiste no anteprojeto arquitetônico e urbanístico de um terminal de integração situado nas imediações do atual pátio da Feira da Cohab Massangano. A localização foi escolhida a partir de orientações do Plano Diretor de Mobilidade do Município de Petrolina (em 2016), que sugere a implementação de um sistema de transporte público integrado.

Incorporada ao terminal é proposta a criação de um mercado público com diversa gama de lojas, produtos e serviços, incluindo posto descentralizado do Expresso Cidadão e loja-âncora. Ao todo são propostos 220 pontos comerciais. A ideia é manter um atual uso preexistente na área, potencializando sua atratividade e o aproveitamento da acessibilidade promovida pelo terminal.

Complexo

O complexo ocupa uma área de mais de 25 mil metros quadrados (m²), distribuídos entre as áreas do terminal do mercado e da estocagem de veículos. Tem capacidade para receber 14 linhas de ônibus, entre linhas troncais, coletoras e interbairros, além da possibilidade de expansão do serviço em caso necessidades futuras. Conta ainda com amplo bicicletário, estacionamento no subsolo e acessibilidade universal a todos os seus pavimentos.

Ademais, trata-se de um exercício projetual que considera não somente o edifício, mas todo seu entorno. Além do objeto arquitetônico, apresenta diretrizes e soluções urbanísticas como a reestruturação da quadra, criação e supressão de vias, melhoria dos passeios públicos, passarela e tratamento paisagístico.

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