Suzana Ramos se mantém favorita nas intenções de voto em Juazeiro, aponta pesquisa

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Foto: reprodução/A Tarde

A ex-vereadora Suzana Ramos (PSDB) mantém a larga vantagem de intenções de voto na disputa pela prefeitura de Juazeiro, aponta nova rodada do levantamento A TARDE/Potencial Pesquisa no município. Em pesquisa realizada entre os dias 26 e 29 de outubro, ela pontuava com 49%. No novo levantamento, feito entre os dias 7 e 10 de novembro, registra 50% das intenções de voto. Seu principal adversário, o prefeito Paulo Bomfim (PT), passou de 19% a 21%. Coronel Anselmo Bispo (DEM) foi de 8% para 9%.

Raffani Souza (Republicanos) manteve os 2% do primeiro levantamento e Capitão Moreira (Avante) repetiu 1%. Novamente, Breno (PSOL) não alcançou 1% das intenções de voto. Aqueles que não sabem passaram de 15% para 14% e a soma de brancos e nulos, antes 6%, agora é de 3%.

O favoritismo de Suzana é reforçado por outro dado da pesquisa: 91% daqueles que declararam voto na ex-vereadora disseram que estão decididos quanto a isso; outros 8% afirmaram que ainda podem mudar e 1% não respondeu.

Com esses números, mesmo uma eventual mudança de voto por parte desse contingente “menos decidido” seria incapaz de reverter o quadro, aponta Zeca Martins, diretor da Potencial Pesquisa. “Ela [Suzana] pode até cair, mas não muda o resultado da eleição”, afirma. Conforme o levantamento, o eleitorado mais “vulnerável” seria do Capitão Moreira – 100% dos que informaram que votariam nele reconheceram que ainda podem mudar de ideia. No geral, 74% dos entrevistados declararam que estão decididos em relação ao voto e 23% disseram que ainda podem migrar para outra candidatura.

Enquanto Suzana segue como a menos rejeitada (29%), a maioria dos candidatos permanece com altas taxas de rejeição, sempre acima dos 60%. A exceção é Breno, cuja rejeição é de 46% – o psolista, entretanto, não é conhecido por 38% dos entrevistados.

Suzana lidera em todos os segmentos, mas suas maiores vantagens em relação ao prefeito estão entre os eleitores menos escolarizados, com menor renda e mais jovens. Entre os que não completaram o ensino fundamental, ela tem 53% das intenções de voto, contra 18% do atual gestor. Já no grupo que ganha até dois salários mínimos, a ex-vereadora lidera com 52%, enquanto Bomfim registra 18%. No eleitorado entre 16 e 24 anos, Suzana pontua com 55% e o petista, com 16%.

Analisados os potenciais eleitorais, é possível observar que Bomfim praticamente atingiu uma espécie de “teto”, já que somente 22% dos entrevistados disseram que poderiam votar nele para prefeito e suas intenções de voto somam 21%. Suzana ainda apresenta algum espaço de crescimento, porque 56% das pessoas ouvidas afirmaram que poderiam tê-la como opção na urna.

Dos três principais candidatos, quem apresenta maior diferença entre as intenções de voto e o potencial eleitoral é o Coronel Anselmo. Ele tem 9% das intenções de voto, enquanto 22% dos entrevistados o colocaram como possível candidato.

Registro

A pesquisa foi registrada com o nº BA 08136/2020 na Justiça Eleitoral. Foram realizadas 600 entrevistas presenciais, entre os dias 7 e 10 de novembro. A margem de erro é de quatro pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%.

Administração avaliada

Candidato à reeleição em Juazeiro, Paulo Bomfim (PT) teve sua administração avaliada como ruim ou péssima por 49% dos entrevistados da pesquisa A TARDE/Potencial Pesquisa. O resultado é praticamente o mesmo do final de outubro, quando 47% consideraram a gestão ruim ou péssima.

Na nova rodada, 26% afirmaram que o desempenho do prefeito é bom ou ótimo – foram 27% no primeiro levantamento. Aqueles que definem o trabalho da prefeitura como regular passaram de 23% para 21%.

Rui Costa

Quem também manteve os mesmos resultados, mas com uma avaliação positiva, foi o governador Rui Costa (PT). Para 44% dos juazeirenses, a gestão estadual é ótima ou boa. Na pesquisa anterior, aprovaram o governo Rui 41% das pessoas entrevistadas.

Consideraram o governo Rui ruim ou péssimo 13% dos entrevistados, enquanto, na primeira rodada, este índice era de 16%. Já a avaliação “regular” da administração estadual passou de 29% para 31%.

Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, teve uma queda de aprovação na cidade, comparadas as duas pesquisas. Sua avaliação “ruim/péssima” passou de 24% para 33%. Por outro lado, aqueles que definem o governo federal como ótimo ou bom eram 36% e agora são 31%.

Na pesquisa mais recente, 31% dos entrevistados disseram que o governo Bolsonaro é regular – no primeiro levantamento, esta foi a resposta de 35%. Na atual rodada, com um questionário maior e mais pontos abordados, não foi perguntada a opinião dos entrevistados sobre as ações de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus adotadas pelas gestões federal, estadual e municipal. (Fonte: A Tarde)

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