Pesquisas com palma forrageira podem contribuir para fortalecer a pecuária no semiárido, ampliando as alternativas para alimentação animal e promovendo o uso sustentável dos recursos naturais. Com esse objetivo, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e o Instituto Nacional do Semiárido (INSA) concluíram, em outubro, um projeto de pesquisa e desenvolvimento tecnológico voltado ao melhoramento genético da planta e ao controle de pragas e doenças. A iniciativa recebeu R$ 479 mil em recursos da Sudene.
Iniciado em 2020, o projeto reuniu resultados que incluem a identificação de variedades com potencial para a alimentação animal e humana, o desenvolvimento de estratégias de controle de pragas e o avanço no conhecimento sobre doenças que afetam a cultura. As pesquisas buscam contribuir para a segurança forrageira, a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento econômico da região.
Victor Uchoa, agrônomo da Sudene, explica que a pesquisa abordou a “caracterização e uso de gemoplasma e melhoramento genético visando a utilização como forrageiro, além de prospectar novas potencialidades, a exemplo da utilização na alimentação humana”. Ele ressaltou, ainda, as estratégias de manejo para controle de pragas e as atividades para isolar os principais patógenos que afetam a cultura da palma.
Entre os resultados está a obtenção de 160 acessos de palma forrageira, que integram uma coleção de plantas vivas destinada à preservação da diversidade genética. Esse trabalho permite conservar diferentes variedades e ampliar as possibilidades de seleção de materiais com características de interesse.
Metas
De acordo com o INSA, o projeto superou as metas iniciais e apresentou resultados acima das expectativas. A instituição enfatiza que essas entregas são apenas o início, uma vez que programas de melhoramento genético demandam iniciativas de médio e longo prazos. Além da Sudene e do Instituto Nacional do Semiárido, a pesquisa contou com a parceria da Universidade Federal do Paraíba, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte, Embrapa Semiárido (Petrolina) e a Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária da Paraíba.


