Sobre Caso Beatriz, atual diretora do Colégio Maria Auxiliadora garante: “Não houve barreira de entrada na escola para as investigações”

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Quinta-feira (10), dia em que completou três meses do brutal assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de sete anos, a população de Petrolina e Juazeiro voltou a se reunir na Praça da Catedral de Petrolina para reforçar o pedido de elucidação do caso que chocou o Vale do São Francisco. A menina foi morta a facadas dentro do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, no centro de Petrolina, em dezembro passado, durante uma festa de encerramento do ano letivo.

Apesar de várias instituições terem sido convidadas para participar da manifestação – entre elas o Ministério Público de Pernambuco e a Promotoria, apenas representantes do Colégio Auxiliadora compareceram ao ato da noite de ontem. Durante a manifestação, a Irmã Julia Maria de Oliveira, atual diretora do Colégio, garantiu que a escola vem dando todo o apoio necessário e contribuindo com as investigações da Polícia Civil. Ela, que assumiu o cargo deixado pela Irmã Maria José Alves em janeiro deste ano, elencou algumas ações tomadas pelo colégio.

O colégio teve a iniciativa do Disque-Denúncia. Todas as solicitações da polícia foram e estão sendo atendidas de imediato. Em nenhum momento houve barreira de entrada no Colégio para as investigações. Qualquer informação que chegue ao nosso conhecimento é imediatamente repassada ao delegado. Já tivemos contato com o Ministério Público, tanto na sede como também recebemos a visita no Colégio, no sentido de elucidar o caso. Fizemos contato com o secretário de Segurança do Estado, através de colaboradores do colégio e da Prefeitura. O colégio está muito empenhado, desde o início, para que esse caso seja elucidado”, garantiu a diretora.

manifestação beatrizSobre a questão do diálogo com a família de Beatriz, a gestora disse que tentaram continuar mantendo contato com eles, mas foram advertidos, segundo ela, por causa do estado emocional em que eles se encontravam. “Desde o início, ainda com a Irmã Maria José Alves, antiga diretora, tentamos continuar mantendo contato com a família, mas fomos informados que não deveríamos fazer visitas, naquela ocasião, por causa do estado emocional dos pais. Mas, depois, conseguimos fazer essa visita. Sofremos com vocês, a família, pela perda irreparável de Beatriz e aguardamos uma resposta rápida dos órgãos competentes, para que a justiça seja feita e tenhamos paz”, pontuou.

Cobrança ao governador

Em seu discurso, Sandro Romilton Ferreira, pai de Beatriz, disse que a família está aumentando a cobrança junto às autoridades, mas o tempo está se alongando e as respostas não estão vindo. Ele alegou que o governador Paulo Câmara foi o único que ainda não deu as caras. “A injustiça já foi feita com nossa família, e o importante, agora, é que não seja feita com outra família. Já se passaram noventa dias, mas parece que foi ontem. Eu espero que essa [manifestação] seja a última. As pessoas nos perguntam as coisas como se a gente fosse polícia… não, gente, essas perguntas vocês devem fazer para as autoridades. Já conversamos com todas elas, menos com o governador [Paulo Câmara], pois ele sempre foge. Nós ficamos muito fragilizados. Nós vimos muita deficiência da polícia, só não faltou hombridade dos agentes policiais. Demos um voto de confiança, mas isso está se alongando muito. As autoridades, o governador, não nos devem favor, eles têm a obrigação de nos dar respostas”, frisou Sandro.

Drama da mãe

lucia e sandroAos prantos, Lúcia Mota, mãe da menina, explicou o drama que ela e sua família vivem desde o ocorrido. “Nossa vida parou no dia 10 de dezembro de 2015. De lá pra cá, só Deus tem nos sustentado. Nos primeiros dias, eu duvidei da existência dele(…) Deus, todo poderoso, me perdoe, me perdoe pelo o que eu falei, pelo o que eu senti. Só o senhor é capaz de tamanha fortaleza. Eu não queria comer, não queria viver, me carregaram nos braços. Mas Deus nos preservou de tudo, desde aquele momento, quando não vimos a cena do crime. Eu não tenho raiva de ninguém, cabe a Deus julgar. Eu e Sandro jamais poderemos perdoar alguém, pois quem perdoa é Deus”, finalizou.

O caso

Beatriz Angélica foi morta com mais de 40 facadas nas dependências do citado colégio, no dia 10 de dezembro de 2015, durante uma celebração de encerramento do ano letivo. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil em Petrolina. O retrato falado do possível assassino da menina foi divulgado no último dia 22 de fevereiro, no Recife. O Disque-Denúncia de Pernambuco esta oferecendo R$ 10 mil de recompensa para quem fornecer informações que levem ao criminoso.

Recentemente, a Polícia Civil de Petrolina divulgou um número de WhatsApp (87 98137-3902) para a população enviar fotos e vídeos do dia do evento, para ajudar nas investigações do caso. De acordo com a polícia, a identidade das pessoas permanecerá no anonimato. Segundo informações dos pais da menina, no evento tinham mais de 3 mil pessoas e até o momento apenas 80 teriam sido ouvidas pela polícia.

3 COMENTÁRIOS

  1. Espero estar errada, mas pelo tempo que já passou, acho que o caso não irá mais ser solucionado. A esperança é que alguém saiba quem seja os envolvidos e resolva contar a polícia.
    Oremos!

  2. Eu estava na manifestação de ontem e essa senhora parecia mais interessada em defender a escola do que demonstrar solidariedade, além de que já é tempo dela ser conhecedora dos pormenores, não apenas dizer “eu não sei, não estava lá”… isso é falta de respeito e de profissionalismo.
    A escola não é culpada, mas tem responsabilidade.
    Se você é acidentado no seu ambiente de trabalho, a empresa tem responsabilidade.
    Imagine se você confia um filho a uma instituição que se paga para estar nela (o pai/professor também pagava através de bônus, da sua dedicação ao seu trabalho na referida escola), e o filho não sofre um acidente, mas é assassinado!!!
    Isso é mais que responsabilidade!!!

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