Servidores da educação em Pernambuco definem rumos da greve nesta quinta

por Carlos Britto // 09 de junho de 2009 às 08:40

servidores-educacaoOs servidores em educação da rede estadual de Pernambuco devem se reunir em nova assembleia nesta quinta-feira (11) no Recife, para decidirem se deflagram ou não uma greve geral.

Este foi o resultado da assembleia de ontem (08) realizada pelo Sindicato dos Servidores em Educação de Pernambuco (Sintepe). Em Petrolina, a reunião aconteceu no Centro Diocesano.

Semana passada representantes do Sintepe tiveram uma rodada de negociações com o secretário adjunto de Educação, Paulo Câmara, para confrontarem os números de ambas as partes. Mas o encontro não avançou, o que levou a entidade a organizar várias manifestações pelo Estado e a decretar uma paralisação de advertência.

Para a vereadora Cristina Costa, coordenadora regional do Sintepe, o Governo do Estado implanta “políticas compensatórias e assistencialistas” com a distribuição de notebooks e jornais, além de implementar um bônus que varia de R$ 280 a R$ 2 mil.

Embora reconheça que isso estimule o trabalho dos educadores, tais iniciativas não substituem as principais reivindicações da categoria. Os professores querem reajuste salarial, implantação do Plano de Cargos e Carreira (PCC) e, principalmente, a consolidação do Piso Salarial Nacional.

Implantado em 2008 com o valor de R$ 950, o piso passou este ano para R$ 1.132. O Governo do Estado, entretanto, recusa-se a pagar alegando que no momento na há condições para isso, haja vista que outras categorias também reivindicam aumento salarial.

Mas sem este item, os educadores prometem paralisar as atividades. “Queremos que o governador Eduardo Campos cumpra a lei. Ele foi o primeiro a adotar o piso no país e não queremos dizer que ele foi também o primeiro a descumprir o piso”, pontuou Cristina.       

Por Antonio Carlos Miranda

Servidores da educação em Pernambuco definem rumos da greve nesta quinta

  1. Margarida Lopes de Sá disse:

    Não ficou claro os critérios adotados pelo governo para avaliar o trabalho do professor em 2008. Foram os projetos realizados? A frequência, a pontualidade e a responsabilidade dos funcionários? Ou só consideraram os resultados em números relativos a aprovação dos alunos? Do jeito que não existe aluno nota zero, também não há escola nota zero. Na minha opinião, não há escola nem zero nem cem. Em nossa cidade, escola que fechou, por falta de aluno ou outros motivos, recebeu o prêmio; enquanto outras superlotadas ou com uma clientela razoável de alunos, com grandes trabalhos realizados, apesar das dificuldades, obtiveram 0%.. Conhecemos a realidade das diversas escolas e sabemos que em aprendizagem, violência, e outros critérios, possivelmente, considerados, as escolas não apresentam muita diferença.Recebemos alunos das diversas escolas, cidades e regiões brasileiras; não há diferenças!

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