Secretário Rodrigo Novaes rebate comentário de Bolsonaro sobre turista ser ‘escalpelado’ em Noronha: “Não pode ser sério isso”

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Rodrigo Novaes. (Foto: Setur-PE/Divulgação)

O secretário de Turismo de Pernambuco, Rodrigo Novaes, usou as redes sociais neste domingo (12) para criticar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O motivo foi uma declaração de Bolsonaro contra a cobrança de taxas em Fernando de Noronha. “Pense bem antes de ir a Fernando de Noronha”, afirmou em uma transmissão ao vivo na sua página oficial no Facebook na última quinta-feira (9). “Você vai ser escalpelado em Fernando de Noronha. São R$ 200 para ir à praia, multa para isso, multa para aquilo”.

Não pode ser sério isso. A busca por mostrar-se deferente, desapegado ao sistema, ao politicamente correto, não pode descambar para tolices, irresponsabilidades”, respondeu Rodrigo Novaes.

Bolsonaro se referia à cobrança da entrada do Parque Nacional, que custa R$ 111 para brasileiros e R$ 222 para estrangeiros e vale por dez dias. O pagamento do ingresso é necessário para entrar em algumas áreas da ilha, como as praias do Sancho e do Sueste.

Além do ingresso nacional, o Governo de Pernambuco cobra uma Taxa de Preservação Ambiental, que varia de acordo com o período de permanência na ilha. Por um dia, o valor é de R$ 75,93 e vai até R$ 5.355,45 referente a 30 dias. “O presidente da república podia ajudar na promoção, com obras estruturantes, recuperação do patrimônio histórico, etc., mas prefere fazer crítica às próprias taxas que são praticadas pelo governo federal na ilha”, disse o secretário. “Faça o que tiver que fazer. Se entender que a taxa pode diminuir sem comprometer a política de proteção ao meio ambiente, que o faça. Torne o destino mais acessível. Mas fazer a antipropaganda de um nosso destino, atuar contra seu próprio povo, não é crível”. (Fonte: Blog de Jamildo)

2 COMENTÁRIOS

  1. Pior que é sério, quem quiser atestar é só tentar ir a Fernando de Noronha que ira ver o quanto é cara para nós brasileiro poderem curtir aquele paraiso, além de qualquer obra de infraesterutura que se tenta fazer por lá, esbarra em um monte de regras de preservação, que acaba deixando inviavel.

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