Risco de reintrodução da Pólio no país leva SES-PE a reforçar alerta para vacina

por Carlos Britto // 10 de outubro de 2022 às 16:58

Foto: Miva Filho/SES-PE

A Organização Pan Pan-Americana de Saúde (OPAS) fez um alerta para os países americanos, em especial Brasil, República Dominicana, Haiti e Peru, sobre o sério risco da reintrodução da poliomielite em seus territórios devido às baixas coberturas vacinais. No Brasil, essas coberturas ainda preocupam deixando bolsões de crianças suscetíveis ao adoecimento, caso não tenham recebido a imunização em tempo oportuno.

Atualmente, Pernambuco contabiliza a 7ª melhor cobertura vacinal do país (76,54%) na campanha nacional, quando considerada a população entre 1 e 4 anos de idade, segundo painel do Ministério da Saúde. No entanto, o percentual ainda está longe da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde (MS), que é vacinar 95% do público elegível.

Dos oito Estados com as coberturas vacinais acima de 75%, cinco deles estão localizados na região Nordeste (Paraíba, Alagoas, Ceará, Sergipe, além de Pernambuco). No Estado, 538.868 crianças de 1 a 4 anos de idade estão aptas a receber a vacina de proteção contra a poliomielite. Até o momento, dos 184 municípios, apenas 65 deles atingiram a meta de cobertura e outros 9 estão com indicadores abaixo dos 50%.

Doença que pode causar paralisia permanente e irreversível, a poliomielite é considerada prevenível por meio da imunização. Em Pernambuco, foi prorrogada até o dia 31 de outubro a campanha contra a doença, com foco em crianças entre 1 e 4 anos. Especificamente neste recorte etário, foram aplicadas 412.448 doses.

É real a possibilidade do surgimento de um surto de poliomielite no Brasil. A circulação do vírus da pólio já foi identificada recentemente nos Estados Unidos e pode se espalhar rapidamente. A poliomielite é uma doença grave, sem cura conhecida, mas que é perfeitamente evitável por meio da vacinação. Em 1994, a Região das Américas recebeu o certificado de área livre da pólio concedido pela Organização Mundial de Saúde, entretanto, corremos sérios riscos de ter esse panorama alterado“, chama a atenção a superintendente de Imunizações de Pernambuco, Ana Catarina de Melo.

Último registro

O último caso registrado da doença no Brasil foi em 1989, na Paraíba. No mundo, dois países são considerados endêmicos para poliomielite e registraram casos neste ano de 2022, Paquistão (19) e Afeganistão (2). Além destes dois países, Moçambique identificou seis novos casos da doença até setembro deste ano. O esquema vacinal para proteção contra a poliomielite consiste na aplicação de três doses da vacina VIP (vacina inativada pólio), aplicada por meio de injeção, até os 6 meses de vida do bebê. Além disso, é recomendada outras duas doses da vacina até os 4 anos de idade, sendo esta por via oral – a VOP (Vacina Pólio Oral), também conhecida como ‘gotinha’.

Risco de reintrodução da Pólio no país leva SES-PE a reforçar alerta para vacina

  1. Defensor da liberdade disse:

    Doença que matava milhões de pessoas, e deixava outras milhões sequeladas, hoje erradicada, corre o risco de voltar graças à imbecilidade do movimento antivacinas, que desestimulam a população leiga e ataca covardemente as vacinas com informações falsas e caluniosas. É como eu sempre digo, o movimento antivacinas deve ser considerado organização terrorista, e seus mentores, seguidores e propagadores devem ser presos por crime contra a humanidade.

  2. Defensor da liberdade disse:

    Acrescento mais: As autoridades que fizerem comentários contra as vacinas devem sofrer processo de impeachment, por crime contra a saúde pública, e enfrentar o tribunal de Haia caso adotem medidas contra as campanhas de vacinação, como desestimulo e sabotagem, como é o caso do jumento que hoje ocupa o cargo de presidente.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.