“Projeto de redução da carga horária dos enfermeiros vai ser praticamente natimorto”, diz Alvorlande

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Integrante da bancada governista na Casa Plínio Amorim, o vereador Alvorlande Cruz (PRTB) afirmou que o projeto 045/15, de autoria de Dr.Pérsio Antunes (PMDB), aprovado ontem (11) em meio a muita polêmica, “vai ser praticamente natimorto”. A proposta reduz de 40 para 30 horas semanais a jornada de trabalho de enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem da rede municipal.

Segundo Alvorlande, o governo atualmente conta com nove dos 19 vereadores na Casa. Caso o projeto seja vetado pelo prefeito Julio Lossio (PMDB) – o que deve acontecer -, a bancada de oposição precisaria de maioria absoluta para derrubar o veto. Ou seja, 11 votos. E o presidente da Mesa Diretora, Osório Siqueira (PSB), mesmo sendo oposicionista, só pode votar em caso de maioria qualificada (dois terços da Casa).

Mesmo o projeto já ter rendido uma audiência pública na Câmara, ano passado, na qual a secretária Lúcia Giesta (Saúde) não participou, Alvorlande lamentou o fato de Dr.Pérsio não ter dialogado a matéria com Lúcia nem com a pasta de Finanças para analisar o impacto do projeto para os cofres municipais. “O projeto gera despesas, e vereador não pode gerar despesas”, justificou.

O governista refere-se ao fato de que, com a diminuição da carga horária dos profissionais, a prefeitura precisaria contratar outros. Mesmo reconhecendo o direito da categoria, Alvorlande disse que no momento em que se tenta combater o mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, febre chikungunya e zika, um menor número de profissionais comprometerá esse trabalho. Alvorlande disse ainda que só assinou o parecer porque o projeto é autorizativo (cabe ao prefeito acatar ou não). Por isso esperava de Dr.Pérsio que pudesse conversar com o Executivo e com a classe para se encontrar um consenso. “Se for vetado, o projeto volta. Aí, ao invés de ajudarmos a categoria, vamos é penalizá-la”, ponderou.

Alerta

Dizendo não querer jamais prejudicar os servidores, Alvorlande disse que faz parte da bancada de Lossio e também não pode ir contra o governo. Por isso, defendeu um diálogo – que foi inclusive proposto pelo presidente do Sindsemp, Valber Lins. “Vou dar um recado ao meu amigo Dr.Pérsio: uma corda, se tencionar demais, ela quebra”, finalizou.

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