Professor Gilmar chama Osório de “autoritário e incompetente”, e oposicionistas ameaçam levar sessão de terça à justiça

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Foto: Blog do Carlos Britto

É praticamente impossível à Câmara de Vereadores de Petrolina passar sem polêmica. Mesmo de forma virtual, por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a sessão de terça-feira (23) não foi diferente. A começar pelo fato de que haveria sessão, quando na última quinta-feira (18) ficou definido pelo presidente em exercício da Mesa Diretora, Ronaldo Cancão (DEM), de que os trabalhos da Casa Plínio Amorim teriam um pequeno recesso e só seriam retomados, presencialmente, no próximo dia 2 de julho.

O presidente Osório Siqueira (MDB) justificou que nada foi oficializado e, consequentemente, desencadeou a insatisfação dos oposicionistas, que alegam ter sido informados praticamente de última hora sobre a sessão da terça. A primeira crítica da bancada veio do Professor Gilmar Santos (PT), que não gostou de Osório ter retirado um requerimento de sua autoria.

O presidente justificou que, tanto o requerimento do Professor Gilmar quanto um de Cícero Freire (Republicanos) foram protelados por não constarem na pauta do dia. O governista Manoel da Acosap (DEM) tentou colocar panos quentes ao explicar que há limites de horário para a apresentação de requerimentos e indicações junto à assessoria da Casa. Segundo ele, após esse prazo apenas as moções de aplausos. Mas não adiantou. Inconformado com a decisão de Osório, Gilmar o chamou de “autoritário e incompetente”. O petista disse também que levará esse fato às raias da justiça.

Osório, no entanto, não se intimidou e rebateu. “O senhor gosta de muita polêmica e não sabe respeitar as decisões. Agi dessa mesma forma na época do governo de Julio Lossio. Se o senhor quiser entrar na justiça, fique à vontade”, disse o presidente. Em defesa de Gilmar e dos companheiros de sua bancada, Cristina disse que também levará a sessão à justiça. A vereadora mais uma vez voltou a lamentar o que considera “submissão” dos governistas ao Executivo, que novamente enviou um projeto de lei à Casa desrespeitando o prazo para análise de matérias. Para completar, o projeto em questão tratava da homenagem da prefeitura à parteira Maria das Dores da Silva, que prestou serviços em Petrolina e região, batizando a Casa de Parto Normal com o seu nome. A vereadora já havia conseguido aprovar anteriormente um projeto com o intuito de dar o nome da ex-deputada Isabel Cristina ao equipamento, que será inaugurado ainda em junho. A vereadora se absteve da votação, mas a homenagem a Maria das Dores passou por 15 votos a favor.

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