Prestando contas de seu mandato, deputado Edilson Silva corre trecho pelos quatro cantos de Pernambuco: “Trabalho de formiguinha”

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Prestes a concluir o primeiro mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o deputado estadual Edilson Silva vem percorrendo os quatro cantos do Estado. Mas ao contrário de outros colegas parlamentares que selam novas alianças e consolidam as antigas para o pleito deste ano, o deputado do PSOL aposta na prestação de contas à população para tentar renovar seu mandato.

Nós fomos ajudados por muita gente. As pessoas perguntam: ‘Edilson, como você conseguiu chegar ao primeiro mandato, se você não tem um prefeito, um vereador, não tem um grande sindicato?’ a gente chegou com um trabalho de formiguinha, indo exaustivamente a várias regiões do Estado, durante vários anos”, argumentou, em entrevista a este Blog.

Com uma longa trajetória que inclui movimentos sindicais e filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT), Edilson lembra que esse caminho até a Alepe começou a ser pavimentado a partir das duas vezes em que se candidatou a governador pelo PSOL (2006 e 2010), justamente num boom econômico vivenciado pelo Estado na Era Eduardo Campos e Lula – quando a voz dele e a dos seus correligionários assemelhavam-se a uma gota no oceano.

Ele lembra, na segunda campanha de governador, que já alertava para eventuais problemas em Suape e as possíveis irregularidades que poderiam ocorrer na Arena Pernambuco, construída para a Copa de 2014 no país. “Mas era um alinhamento de forças (Eduardo e Lula) que dava certo”, lamentou. “Mesmo com essas adversidades, com nossas velas colocadas contra o vento, conseguimos construir nosso mandato”, frisou Edilson, ao comentar sua primeira eleição para a Alepe, há quatro anos.

Comissões

Chegando à Assembleia, Edilson procurou corresponder com os anseios de quem o ajudou a chegar à Casa de Joaquim Nabuco. Há três anos e meio ele preside a comissão mais importante da Alepe – a de Cidadania e Direitos Humanos. Ainda é membro titular das Comissões de Constituição, Legislação e Justiça; de Educação e Cultura; de Saúde; de Meio Ambiente; de Administração; e dos Direitos da Mulher. Nessa última, inclusive, ele frisa ter realizado até o momento 70 audiências públicas na Alepe – o que dá algo em torno de 25% das audiências realizadas pela Casa.

Além disso, o deputado do PSOL destacou os 25 projetos de lei elaborados, dos quais cinco transformaram-se e leis. “Pegamos o orçamento que temos no mandato e transformamos em orçamento participativo. As emendas orçamentárias (impositivas) a que temos direito, que são de R$ 1,3 milhão por ano, foram construídas coletivamente, que geraram 55 ações”, analisou.

No currículo do seu primeiro mandato, Edilson lembra ter chegado a pedir a prisão do secretário de Saúde do Estado, Iran Costa, sob a alegação de que o gestor não estaria cumprindo uma lei que garante o fornecimento de medicamentos a doentes crônicos; também denunciou, junto à Corregedoria da Polícia Militar (PM), os casos de abuso de poder de alguns policiais.

Petrolina

Embora admita as dificuldades em estender seu raio de ação até Petrolina, Edilson garante que não mede esforços para dar respostas à sociedade local. Exemplo disso foi o trágico caso da garotinha Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, assassinada brutalmente em dezembro de 2015, durante um evento festivo no Colégio Maria Auxiliadora, onde estudava. “Nós fizemos uma reunião específica, na nossa comissão, para tratar dessa questão, e trouxemos à presidência da Casa, à vice-liderança do governo, para poder intermediar essa questão”, frisou o parlamentar, acrescentando ainda ter feito um trabalho contundente no intuito de garantir aspectos que tenham repercussão geral para a população em áreas como educação, saúde e segurança pública.

Rio São Francisco e eólicas

O parlamentar do PSOL disse ainda que um dos principais focos do seu mandato tem sido o meio ambiente. Perguntado sobre o Rio São Francisco, ele citou “equívocos” na transposição e ressaltou que o semiárido, como um todo, precisa de um plano de desenvolvimento específico, proposta que defende.

Também destacou a questão das empresas de energia eólica, cujas torres estão sendo instaladas no Agreste e Sertão do Pajeú em Áreas de Proteção Permanente (APPs), o que proibido por lei. “Fui o único deputado a votar contra todos os projetos que vieram para lá (Alepe), sem um estudo de impacto ambiental”, afirmou.

Edilson, que também revelou dados preocupantes sobre o processo de desertificação no semiárido durante uma audiência na Alepe, disse que a caatinga está sendo desmatada “por grandes criminosos”, que retiram a lenha ilegalmente para ser transformada em carvão no Agreste e no Polo Gesseiro do Araripe. Ele lembra que chegou a sugerir uma ação simples, mas eficaz, ao então secretário estadual de Meio Ambiente no Governo Eduardo Campos, Sérgio Xavier. “Disse a ele para colocar chips nas árvores. Depois era só monitorar a ação desses infratores”, declarou. Acompanharam Edilson ao Blog o pré-candidato a federal Rosalvo Antônio e as pré-candidatas Albanise Pires (Senado) e Lucinha Mota (estadual).

3 COMENTÁRIOS

  1. Pode até ser um bom parlamentar, mas não se deve fazer da política uma profissão, mas infelizmente as regras atuais permitem isso, inclusive de pai passar o bastão para os filhos e esposas e o povo ignorante, deserdados de conhecimentos políticos e direitos aceitam essa situação, batendo palmas e iguais a manequim de alfaiate, levando um ferro quente no traseiro e rindo. Nessa foto aí tem o Rosalvo que é uma boa opção de mudanças, mas ele imbirra de fazer parte desses partidos ditos de esquerda, amigo, quem realmente na esquerda e não pega em nada é o povo, pobres viventes.

  2. Mas não fala nada da guerra que ele e seu partideco declararam aos cristãos . Da campanha maciça pro pedofilia, ideologia de gênero , e de autorizarem machos entrarem nos banheiros de.nossas filhas. Essa gentalha comunista é responsável por toda a desgraça de nosso país. Pulhas cínicos, mentirosos .

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