Presidente do PT em Pernambuco comenta postura do partido nas eleições de Petrolina e Recife

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Foto: Alepe/divulgação

O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Pernambuco e deputado estadual, Doriel Barros, falou esta manhã ao Programa Carlos Britto, na Rural FM, sobre a situação do partido diante da decisão do diretório nacional em apoiar a candidatura de Marília Arraes para a Prefeitura do Recife nas eleições deste ano, indo de encontro à direção municipal que deseja manter a aliança política com a Frente Popular na capital pernambucana. Ele se posicionou contrário a definição. 

“Eu não sou a favor de qualquer intervenção que se faça, de qualquer posicionamento de cima para baixo, sem contar com o diálogo. Eu estou presidente estadual do PT, mas eu jamais vou defender, tomar uma posição estadual de mudar um posicionamento de um diretório municipal, sem dialogar. Você não pode simplesmente evitar que o município faça o debate, discuta e dialogue. Imagine se agora, a direção estadual viesse intervir em Petrolina, dizer qual era a decisão que teria que tomar sem ouvir o diretório municipal. Evidentemente que o diretório municipal de Petrolina não ia aceitar, ia reagir”, pontuou.

Doriel explicou que em Petrolina, a escolha foi em consenso. “A construção, por exemplo, que fizemos em Petrolina não foi uma imposição da estadual. Foi uma discussão interna que existiu para que se chegasse a um consenso em nome da candidatura de Odacy. Então, se a gente tivesse tomado uma decisão no início, eu tenho absoluta certeza que a gente não tinha unificado o PT em Petrolina. E não é só em Petrolina, é no estado todo”. Para ele, a vitória é certa na cidade sertaneja. “Em Petrolina nós temos uma candidatura do companheiro Odacy que com certeza vai ganhar as eleições, pelo grupo que tem e pelas pessoas que compõem, e pela história do companheiro Odacy. Então, é um partido que vai com certeza eleger muitos prefeitos em Pernambuco”.

Quanto a essa celeuma envolvendo o Diretório nacional e municipal no Recife, o deputado diz temer pelo futuro. “Eu temo muito isso, porque não pode fazer as coisas com imposição de nenhum dos lados. Quando isso ocorre, isso é muito ruim porque ninguém se sente à vontade para vestir a camisa na campanha, e nós estamos falando de ser humano, de pessoas. Você precisa tratar as pessoas com respeito, precisa conversar, escutá-las. Por mais que você discorde daquele pensamento, mas você tem que ouvir as pessoas, essa é a essência do PT. Fico muito preocupado e entendo que isso não fortalece o partido, fragiliza, mas vamos buscar, da melhor maneira possível, construir entendimentos para que possa fortalecer o nosso partido”, declarou.

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