Em nova visita a Petrolina, ontem (14), o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento, Douglas Nóbrega, reiterou que a população já vê as melhorias nos serviços de água e esgoto feitas por meio de investimentos históricos do Estado. Nóbrega participou na cidade, juntamente com representantes do governo estadual, de mais uma reunião com a Vita Sertão – concessionária que responderá pela distribuição de água e pelo esgotamento sanitário na Capital do São Francisco. A Compesa ficará com a tarefa de captar e tratar a água.
Por enquanto o momento é de transição nesse processo, que durou seis meses e tem previsão para ser concluído até outubro próximo. A partir daí, cada empresa cuidará de suas respectivas tarefas.
Em entrevista a este Blog, o presidente da Compesa afirmou que, mesmo antes da transição ser fechada, as ações no setor de água e esgoto estão ocorrendo. Segundo Nóbrega, já existem quatro importantes obras em andamento em Petrolina, e várias para começar nas demais cidades da região, que engloba 24 municípios. “Vários projetos já estão em andamento, e alguns estão sendo implantados, mesmo antes do término da transição da concessão. A gente resolveu com o Vita antecipar obras, projetos e benefícios à população. Então, os trabalhos já começaram”, pontuou.
Quanto ao esgotamento sanitário, o presidente da Compesa citou também a parceria com a Prefeitura de Petrolina ao informar sobre a aquisição de quatro novos caminhões de tratamento e coleta de esgoto, que foram enviados ao município sertanejo. “Quando tinha alguma demanda de extravasamento de esgoto, e até naqueles bairros onde a Compesa não atendia, a gente ia lá e tentava resolver o problema. Então, esse é um grande ganho para a cidade”, frisou.
Ele reforçou ainda que Petrolina, nesses últimos dois ou três anos, vem recebendo toda a atenção do Estado no que diz respeito à estrutura hídrica compatível com a dimensão e importância da cidade. Nóbrega citou, como exemplo, os R$ 107 milhões investidos em ampliação e modernização de estações de tratamento, além da construção de outra estação, que representará um aumento de quase 50% de água tratada na Capital do São Francisco.
Melhor modelo
Douglas disse não ter dúvidas que o modelo adotado pelo governo do Estado para gerir o setor de água e esgoto foi o mais acertado, se comparado com a privatização do sistema adotado pelo estado de São Paulo, por exemplo. “Isso foi um marco histórico para Pernambuco. Para se ter uma ideia, mais de 22 Estados da federação estão fazendo processo semelhante, ou já fizeram”, destacou.
Graças à concessão parcial, ele afirmou que a Compesa manterá seu caráter público, cuidando da captação e tratamento da água, além de manter os empregos dos seus servidores. Nóbrega lembrou ainda que os investimentos virão em grande monta, capitaneados pela Vita Sertão. Atualmente já foram aplicados R$ 10 bilhões no Estado, e mais R$ 20 bilhões chegarão após o processo ser concluído.
Nóbrega revelou que esse montante, somado, é justamente o déficit de Pernambuco no setor, para que atinja a chamada ‘universalização do acesso à água e ao esgotamento sanitário’, determinada pelo novo Marco do Saneamento, que determina até o ano de 2033 uma cobertura de 99% no abastecimento d’água e 90% em serviço de esgoto. “No ritmo que o Estado vinha, há vários anos, era impossível o governo investir, só em água e esgoto, R$ 30 bilhões”, explicou, ao se referir a gestões passadas.



Ta do mesmo jeito não mudou nada. Esgotos por toda cidade.