Pragmática, Cristina Costa se diz otimista em chegar à Alepe e faz suspense sobre candidato a governador: “Sei em quem não vou votar”

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Foto: CMP/divulgação

Depois do seu discurso de despedida da Casa Plínio Amorim na sessão plenária desta terça-feira (21), quando se dedicará à sua campanha de deputada estadual pelos próximos 45 dias, a vereadora – agora licenciada – Cristina Costa (PT) não deixou o pragmatismo de lado. Em entrevista à imprensa, ela disse esperar que o primeiro suplente, Sargento Horácio Freire (PMN), que passa a ocupar sua cadeira, fique no cargo pelo restante da legislatura.

Colocando “a vontade de Deus e do povo de Petrolina” em primeiro plano para o êxito de sua campanha, a petista afirmou que, caso eleita em outubro, irá ampliar seu instrumento de luta – o mandato. Ele assegurou que levará à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) questões controversas como os serviços de água e esgotamento sanitário e o suposto “cartel” de combustíveis em Petrolina.

Já no campo nacional, Cristina declarou que espera contar com a companheira de chapa, Marília Arraes (PT). Rifada da disputa pelo Governo de Pernambuco, Marília concorre a uma vaga na Câmara dos Deputados. “Junto com Marília defenderei a mulher como instrumento de fortalecimento no combate à violência e à corrupção”, pontuou.

Cristina também não se esquivou de comentários sobre a composição da chapa majoritária que defenderá. Perguntada sobre o apoio recentemente declarado do prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, ao nome de Silvio Costa (Avante) para o Senado, a vereadora ressaltou que o partido costuma “reconhecer atitudes” como a de Silvio Costa – que foi um grande defensor dos governos petistas de Lula e Dilma Rousseff. Citando ela própria como exemplo, Cristina lembrou que não precisava se licenciar do Legislativo Municipal, mas fez isso pela colaboração de Horácio em ajudar a manter o PT fortalecido em Petrolina nas eleições 2016. “Com certeza um dos meus candidatos a senador é Humberto (Costa). O outro será Sílvio Costa”, assegurou.

Chapa majoritária

Já quanto a quem apoiará a governador, a petista disse ainda estar analisando o cenário, mas disse ter sido procurada por Julio Lossio (Rede) e Maurício Rands (PROS). Nesse contexto, Cristina admitiu até mesmo acompanhar o governador Paulo Câmara (PSB), que busca a reeleição. Ela frisou, no entanto, que não bastam apenas gestos do socialista em reconhecer o erro ao ter apoiado o impeachment de Dilma, mas “rever projetos” de sua gestão.

O único que a petista descartou qualquer possibilidade de apoio é o candidato das oposições, Armando Monteiro Neto (PTB), a quem justamente reforçou o palanque nas eleições 2014. Cristina deixou claro que sempre prezou pela coerência – o que está faltando ao petebista. “Embora eu soube que ele esteja pedindo votos para Lula, não vou analisar Armando como pessoa, mas como projeto. E o projeto dele é o da PAC que congelou investimentos em educação e saúde por 20 anos, é o que retirou direitos trabalhistas, o que gerou desemprego, prostituição, aumentou a miséria e a violência”, alfinetou.

A vereador complementou justificando estar ouvindo suas bases – junto aos setores da educação e dos movimentos sindicais, além dos Sem Terra e Sem Teto – para tomar sua decisão. “Tenho um voto, mas esse voto não é meu. Eu voto por um projeto, não pelo poder“, declarou.

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