População da zona norte bloqueia três pontos do Bairro Dom Avelar em protesto contra falta de saneamento

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A falta de saneamento básico no Bairro Dom Avelar e nas comunidades do seu entorno levou vários moradores da zona norte de Petrolina, na manhã de hoje (10), a mais um protesto para sensibilizar as autoridades competentes. De forma pacífica, a mobilização bloqueou o Dom Avelar em três pontos. Um deles é a Avenida dos Minérios, onde as reclamações referentes a estouramentos de esgotos são constantes.

O problema, segundo os manifestantes, prejudica moradores e comerciantes do local, por conta da fedentina e dos dejetos espalhados. A implantação da bacia do Dom Avelar foi iniciada há 11 anos, na gestão do então prefeito Odacy Amorim (2007-08), mas não teve continuidade com o sucessor dele, Julio Lossio, que comprou briga com a concessionária responsável pelo setor – a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) – pela municipalização do serviço, por considerar que a empresa não cumpriu com a meta de investimentos acertada com Odacy.

Após dois mandatos (2009-16) Lossio não conseguiu seu objetivo, mas o gestor que o sucedeu na prefeitura, Miguel Coelho (PSB), também perdeu a paciência com a Compesa e viabilizou uma Parceria Público-Privada (PPP) para os serviços de abastecimento d’água e esgotamento sanitário de Petrolina. A expectativa, segundo o atual prefeito, é de anunciar a nova empresa até meados de março.

Enquanto isso, a população da zona norte fica no meio desse fogo cruzado entre município e Compesa, sofrendo com esgotos em frente de casa, que já poderiam ter sido sanados definitivamente. Prova disso são os R$ 38 milhões que a Companhia tem à sua disposição, por meio da Caixa Econômica Federal (CEF), para concluir a bacia do Dom Avelar. Mas a “insegurança jurídica” alegada pela Compesa, diante da queda de braço com a prefeitura pelos serviços de água e esgoto, impede que os investimentos sejam realizados. Nesta semana o presidente da Companhia, Roberto Tavares, afirmou à imprensa local que os petrolinenses não podem pagar a conta sempre que há uma briga política da gestão municipal com o governo do Estado.

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