PL-PE pode lançar candidato a governador e provocar 2º turno

por Antonio Carlos Miranda // 12 de junho de 2026 às 10:28

Foto: Instagram/reprodução

O acirrado cenário político-eleitoral de Pernambuco pode ganhar um novo ingrediente. De acordo com o Blog Dellas, o Partido Liberal (PL) reunirá na próxima semana seus deputados federais, estaduais e vereadores para discutir a estratégia do partido na eleição deste ano, incluindo a possibilidade de ter candidato a governador, o que poderia levar o pleito para o segundo turno.

Defensor da ideia de ter um candidato majoritário para que o presidenciável Flávio Bolsonaro tenha um palanque no Estado, o deputado estadual Alberto Feitosa afirma que há pessoas pleiteando a vaga, mas não revela quem.

Ele próprio chegou a ter o nome ventilado, mas não deseja disputar uma majoritária: “prefiro ficar onde estou”. Outro nome citado no partido, mas para a disputa pelo Senado, que está vaga após a desistência de Anderson Ferreira (que é pré-candidato a deputado federal), é o deputado federal Mendonça Filho, que se filiou recentemente à legenda. Embora esteja sendo incentivado a entrar no páreo como candidato avulso a senador, Mendonça não diz que sim e nem que não. “Estou analisando as coisas, mas tenho uma grande resistência a isso na minha própria família”, revelou.

A ideia do PL, manifestada pelo presidente estadual da legenda, Anderson Ferreira, a um interlocutor recente é de que, se o partido lançar um candidato a governador, pode utilizar o tempo de televisão da legenda, correspondente a 20% do total, para esse candidato e para ajudar na divulgação do número de Flávio Bolsonaro. “Um candidato a governador teria o mesmo número de Flávio, que é 22” citou ele, embora ressaltando que a decisão sobre isso não está fechada e vai ser discutida coletivamente. Anderson lembrou que um candidato a senador terá o número 222, que também é importante, mas o 22 do governador é mais significativo.

Segundo turno                

Se o PL realmente se inclinar pela disputa para o governo do Estado, a eleição de Pernambuco que, na configuração atual, poderá ser decidida no primeiro turno, pode ir para o segundo turno, caso a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito João Campos cheguem no dia do pleito conservando uma pequena diferença percentual. Na Assembleia Legislativa (Alepe), deputados calculam que um nome do PL poderia ter de 5% a 8% dos votos e eles sairiam da governadora porque João Campos, com apoio do PT, não teria votos conservadores, como teve nas duas vezes em que disputou a eleição de prefeito do Recife.

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