O setor de saneamento e abastecimento em Petrolina vive uma semana decisiva. Em meio a cobranças da população por melhorias no serviço, o Governo de Pernambuco anunciou um pacote de R$ 100 milhões em investimentos diretos, ao mesmo tempo em que formaliza a entrada da concessionária Vita Sertão na operação do sistema.
O novo modelo de gestão, oficializado pela governadora Raquel Lyra na última terça (7), marca uma mudança estrutural. A Compesa foca agora na produção de água, enquanto a distribuição e o esgotamento sanitário passam para a iniciativa privada.
Ampliação da Oferta: a Meta dos 40%
De acordo com Douglas Nóbrega (foto), presidente da Compesa, o foco imediato é sanar o déficit histórico de produção. A peça central dessa estratégia é a construção da ETA São Francisco. “Petrolina recebe hoje o maior investimento de sua história em abastecimento. A nova estação deve elevar em cerca de 40% a oferta de água no município“, afirmou Nóbrega.
Além da nova unidade, o plano de modernização inclui recuperação da ETA Centro, com meta de retomar a produção de 570 litros por segundo e Ações Regionais, com novas adutoras e duplicação de sistemas em cidades vizinhas, como Lagoa Grande, para aliviar a carga do sistema integrado.
O aumento na produção tenta correr contra o tempo diante do boom demográfico da cidade, que cresceu 50% nos últimos 15 anos. O gargalo, porém, não está apenas na captação. Nóbrega reconhece que o sistema atual sofre com redes obsoletas e altos índices de desperdício, especialmente nas periferias, onde o abastecimento é mais instável. É neste cenário que a Vita Sertão assume o protagonismo comercial e operacional.
Pelo contrato, a Compesa entrega a água tratada na “porta da cidade”, e a concessionária torna-se responsável por garantir que o recurso chegue às torneiras e que o esgoto seja coletado de forma eficiente. Apesar da magnitude dos números, com previsão de R$ 1,1 bilhão destinados exclusivamente a Petrolina dentro de um bloco regional de R$ 3,2 bilhões, o cronograma exige paciência.
Questionado sobre a distribuição de recursos entre os 24 municípios da microrregião, o presidente da Compesa foi enfático ao garantir que Petrolina mantém o protagonismo. Segundo o gestor, o município conseguiu incluir praticamente 100% de seu território no contrato, abrangendo não apenas a sede, mas também as zonas rurais e agrovilas, que historicamente sofrem com a precariedade do serviço.
Expectativa x Realidade
Embora o governo classifique o momento como “um marco“, os resultados práticos para o consumidor final dependem da conclusão de obras que ainda seguem ritmos variados de execução. A transição para a Vita Sertão deve ser concluída ainda este ano, mas a solução definitiva para o rodízio de água é tratada pela gestão como um processo de médio a longo prazo.
Para o petrolinense, resta acompanhar se o robusto volume de recursos e a nova configuração administrativa serão suficientes para converter anúncios políticos em segurança hídrica nas residências.



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