Petroleiros iniciam greve em 4 Estados e novas adesões deverão ocorrer

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Foto: Poder360/reprodução

Petroleiros de Sindipetros filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) iniciaram nesta sexta-feira (5/03) greves regionais no Amazonas, em São Paulo e no Espírito Santo. Na Bahia, a categoria retomou por tempo indeterminado a greve temporariamente suspensa durante negociação com a Petrobrás. Sem avanços, os petroleiros recomeçaram o movimento nesta madrugada.

Houve ainda mobilizações e protestos na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, e na Usina do Xisto (SIX), no Paraná. Nas duas unidades, os trabalhadores também aprovaram a greve e devem iniciar o movimento nos próximos dias. Nas demais bases da FUP, a categoria segue em assembleias.

O movimento cobra da Petrobrás condições seguras de trabalho, o fim do assédio moral a trabalhadores, a manutenção dos empregos e o respeito ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Além disso, a mobilização quer chamar a atenção da população para os prejuízos da “privatização aos pedaços” da Petrobrás que a atual gestão está promovendo, como a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, para o Fundo Mubadala, por US$ 1,65 bilhão, valor abaixo do mercado.

A greve se faz necessária porque a gestão da Petrobrás insiste em não negociar pontos sensíveis para a nossa categoria. Sempre estamos dispostos à negociação e ao diálogo, mas, infelizmente, a empresa não tem valorizado essa característica. Mesmo quando propõe mesas de negociação, a Petrobrás ignora nossas reivindicações e não faz contrapropostas“, explica o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

Desinvestimento

Além das reivindicações da categoria, Bacelar reforça que a mobilização quer mostrar à sociedade os impactos que a política de desinvestimento da atual gestão da Petrobrás terá sobre a população e a própria companhia. “Os ativos vendidos e à venda, com raríssimas exceções, têm valor presente líquido positivo e podem gerar lucros para a Petrobrás por muitos anos. No entanto, alegando um endividamento bastante questionável, a gestão da empresa se desfaz de verdadeiras ‘galinhas dos ovos de ouro’. No final, a conta também será paga pela população, já que o governo federal é o maior acionista da Petrobrás“, frisa.

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