Diariamente o colegiado de economia da Facape divulga os dados do avanço do novo coronavírus (Covid-19) nas cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), no Vale do São Francisco, e ao final de cada mês, é lançado um balanço geral dessas informações comparando o mês anterior com o atual. Nesta quarta-feira (2), em novo balanço, os pesquisadores também revelaram o perfil dos pacientes que vieram a óbito pela doença em Petrolina.
Segundo o coordenador da pesquisa, professor João Ricardo de Lima, desde setembro há um aumento dos casos. Na comparação entre os meses de outubro e novembro também houve um avanço da pandemia nas duas cidades. “Os números de novos casos em Petrolina cresceram 53% comparando novembro e outubro, e em Juazeiro 39%. Isso significa que em novembro nós acabamos tendo um outro pico de novos casos”, explicou João Ricardo em entrevista ao Programa Carlos Britto, na Rural FM, nesta quarta-feira (3).
Durante muito tempo as pessoas ficaram ansiosas para saber quando seria o pico da pandemia em Petrolina. Segundo ele, isso aconteceu “do final de julho ao começo de agosto. E depois se esperava que essa curva declinasse, que mantivesse baixos níveis, mas em novembro nós tivemos um forte aumento dos novos casos, inclusive chegando a ter em uma única semana mais de 650 casos. Então, resultado: nós tivemos um outro pico da pandemia na nossa cidade”.
Nos comparativos entre setembro, outubro e novembro, o avanço da doença na região tem demonstrado uma tendência de crescimento. “Petrolina, especificamente, mesmo quando ela declina [no número de casos], ela não cai muito, sempre fica num nível elevado de casos, mais ou menos 250 casos por semana, o que é um valor elevado. Agora o problema é que essa quantidade está acima dos 450 casos toda semana”. Nas últimas três semanas houve uma redução nos números, mas “ainda está numa quantidade muito elevada”, alertou.
Óbitos pela covid-19 em Petrolina
Desde o início da pandemia, em Petrolina ocorreram 126 óbitos confirmados, com os dados até 30 de novembro. Segundo a pesquisa, como a cidade registra 9.412 casos positivos (antes da atualização de ontem), a taxa de mortalidade é baixa, 1,34%. No Brasil esta taxa é de 2,7%, ou seja, o dobro. Já em Pernambuco, é de 4,95% (4 vezes maior).
Com base nisso, os pesquisadores concluíram recentemente um estudo sobre o perfil das pessoas que vieram a óbito por Covid-19 no município. De acordo com o professor João Ricardo, o objetivo era entender, com base nas informações disponíveis, as características destas pessoas.
Os dados apontaram que, com relação a idade, a média encontrada foi de 64 anos. Ao distribuir os óbitos por faixas de idade, ficou claro que é a partir dos 55 anos que aumentam as ocorrências e isto vai até os 85 anos. Nesta faixa se tem a grande quantidade de pessoas que morreram vítimas do vírus.
Outro aspecto dos dados, chama a atenção para que “acima dos 15 anos até menos de 30 anos não se tem registro de óbitos por covid-19 em Petrolina”. O que pode ajudar a “explicar o motivo dos jovens terem perdido o medo da pandemia e estarem se aglomerando em festas, bares e baladas diversas”, contou. O estudo mostra ainda que 66,7% dos óbitos foram de pessoas do sexo masculino e que 55,3% tem histórico de outras comorbidades.
Para mais informações sobre a pesquisa, O Blog disponibiza os links abaixo:
Análise do avanço do covid-19 no Vale do São Francisco



Fica evidente a irresponsabilidade dos mais jovens. Primeiro porque os mais velhos buscam se isolar e são cuidadosos no que pertine às medidas de proteção.
No entanto, são os mais fatalmente atingidos pela Covid-19.
Fica claro que o comportamento dos mais jovens leva o vírus para dentro das suas casas.
Enquanto as autoridades permitirem festas e aglomerações por eles promovidas, nada mudará.