Para empresários, repasse ao MST é “excrescência”

por Carlos Britto // 01 de março de 2009 às 10:15

O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Alencar Burti, enviou ontem uma carta ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, na qual chama de “excrescência” o financiamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) com dinheiro público.

“Sou contra o repasse de verba pública para financiar movimentos sociais que atuam em constante desrespeito ao Estado de Direito, agindo à margem da lei”, opina Burti. “Os recentes e lamentáveis episódios provocados pelo MST ficaram muito distantes das reivindicações por uma causa social justa.”
Na carta, o presidente da CACB elogiou as declarações de Mendes contrárias ao repasse de verba pública ao movimento. “A atitude de Vossa Excelência serviu para trazer à tona a repulsa e a firme posição dos presidentes do Senado e Câmara, no sentido de também coibir essa excrescência que é o financiamento de movimentos sociais que outra coisa não fazem senão gerar baderna, o caos e a insegurança, ferindo os mais elementares princípios de uma democracia”, afirmou.

Informações da Agência Estado.

Para empresários, repasse ao MST é “excrescência”

  1. Ivan Câmara de Andrade disse:

    Repasso abaixo as palavras do João Paulo Rodrigues, membro da direção nacional do MST, já que o Blog apenas tem repassado os informes vindos dos empresários e grileiros contrários ao MST:

    O MST nunca usou nenhum centavo de dinheiro público para realizar ocupações de terra.
    Por uma questão de princípio, as próprias famílias que participam das ocupações dos latifúndios, devem assegurar os recursos necessários para a essa ação política. É aqui que reside a força do MST e é um elemento educativo para as famílias que fazem a luta pela reforma agrária.
    Acontece que desde o governo Fernando Henrique Cardoso, o Estado brasileiro, dilapidado pela onda neoliberal, deixou de cumprir suas funções relativas ao setor público agrícola. O Estado não garante mais educação no meio rural, alfabetização, assistência técnica, saúde. Então, foi no governo FHC que eles estimularam o surgimento de ONGs, entidades sem fins lucrativos, para substituir as funções do Estado. E passaram recursos para essas entidades.

    Vale lembrar que a ONG Alfabetização Solidária, da dona Ruth Cardoso, recebeu mais de R$ 330 milhões de dinheiro público para a alfabetização de adultos.

    Surgiram então em áreas de assentamento diversas entidades – algumas ligadas aos assentados, outras não – para suprir as funções do Estado, realizando atividades de assistência técnica, de atendimento de saúde, de alfabetização. E recebem recursos do Estado para isso.

    Estranhamos que a imprensa cite apenas as entidades que apóiam a reforma agrária e são ligadas aos assentados, e omitem os milhões de reais repassados para ONGs ligadas ao PSDB, à Força sindical, aos ruralistas. Somente o SENAR recebe milhões de reais. Todos os anos. Sendo que há processos no TCU de desvio de federações patronais em proveito pessoal de seus dirigentes.

  2. Raimundo Francisco Filho disse:

    Faço minhas as palavras de Alenar Burti.

  3. O Pensador disse:

    Enquanto continuar a premissa de que um erro justifica o outro, a desordem nunca sofrerá o golpe certeiro da moralização. Precisamos sim trocar a palavra ocupação por assentamento. O presidente lula precisa ir ao encontro dos interesses de todos, do contrário ele ficará na história como o político brasileiro que melhor aproveitou a carência das pessoas para contar com o apoio eleitoral das massas. E, o mais importante, sem que nunca tenha resolvido o problema da distribuição de renda e da desarmonia na sociedade brasileira.

  4. nicolas disse:

    VA EM NORMANDIA, VEJA A ESTRUTURA QUE O MST CONSTRUIU LA (FAZENDA ENTRE CARUARU E SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE) VA ATE LA E VEJA O QUE FOI CONSTRUIDO COM SUBSIDIOS DO GOVERNO, DE ENTIDADES NAO GOVERNAMENTAL QUE ENVIA DINHEIRO PRA CONSTRUÇAO DE CASAS, ESCOLAS ETC O MSN DESVIAVA PARTE DOS RECURSOS, AS COOPERATIVAS DO MST QUE COBRA PERCENTUAL DOS TRABALHADORES QUE VIVEM NA MISERIA PRA CONTRUÇAO DE NORMANDIA E SUSTENTAR MORDOMIAS DOS SENHORES DIRETORES COMO JAIME AMORIM, SUA ESPOSAS ANA RUBIA, E TANTOS OUTROS DENTRO DO MOVIMENTO. VA A NORMANDIA E PERGUNTE AOS ASSENTADOS QUE VIVEM PERTO DA FABULOSA CONSTRUÇAO DO MST SE ELES CONCORDAM COM TAL MAGA CONSTRUÇAO.

    ME DE UM KILO DE ALIMENTO PRODUZIDO PELO MST.
    ME MOSTRE O ASSENTAMENTO QUE ESTA PRODUZINDO.
    ME MOSTRE O ASSENTAMENTO QUE ESTA ORGANIZADO NA PRODUÇAO NA EDUCAÇAO NA SAUDE.

    E OLHE QUE O MST TEM MAS DE 15ANOS NO ESTADO DE PERNAMBUCO.

  5. Tontonho disse:

    Há muito se supõe que instituições ligadas ao Movimento Sem-Terra atuam como receptadoras dos recursos da União, já que o MST é um movimento social que não possui personalidade jurídica (CNPJ), condição necessária para o repasse federal. Desde 2002, apenas três entidades admitem estarem vinculadas ao movimento. Juntas, elas receberam R$ 49,4 milhões desde aquele ano. São elas a Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), o Instituto de Tecnologia de Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária (Iterra) e a Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária (Concrab). A Associação Nacional de Apoio à Reforma Agrária (Anara), por outro lado, é ligada ao MLST

  6. Tontonho disse:

    Me incomoda demais a forma como toda a imprensa se rendeu e passou a dar um apoio tácito às ações do MST. Basta ver que as invasões passaram a ser tratadas como meras “ocupações”.
    Ora ocupação pressupõe que não havia nada e/ou ninguém naquele local, e que as pessoas lá chegaram e, encontrando aquilo desse jeito, simplesmente ocuparam um local onde nada havia.
    A questão de ser produtiva ou não, de ser desapropriável ou não, de o dono se honesto ou não, é outra coisa. Mas nada muda o fato que o que é realizado pelo MST são INVASÕES.
    Na dúvida o próprio UOL disponibiliza o Houaiss, dá uma lida no que significa invasão.
    Como se trata de delito penal, creio que deveria ser observado o que o dicionário diz (fonte houaiss):
    “invasão
    Acepções

    7 Rubrica: direito penal.
    crime que consiste na entrada, sem autorização, em estabelecimento de trabalho com o objetivo de prejudicar as atividades normais ou danificar o próprio estabelecimento ”
    Espero que a Folha analise e deixe de minimizar a ação criminosa do MST.

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