Papa cita racismo e intolerância religiosa como “cruzes” do mundo e lembra vítimas da Kiss

por Carlos Britto // 26 de julho de 2013 às 21:06

Papa FranciscoO papa Francisco fez referência ao racismo, à intolerância religiosa e às vítimas da boate Kiss em seu discurso logo após a Via Sacra, um dos atos centrais da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), na noite desta sexta-feira (26), em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro.

De acordo com o pontífice, os preconceitos racial e religioso são “cruzes” que o mundo atual carrega e que acabam suscitando questionamentos entre os católicos acerca da fé na Igreja e em Jesus Cristo.

O santo padre também mencionou outros temas frequentemente debatidos por instituições religiosas e pela sociedade civil, tais como a dependência química, a fome, a corrupção política e religiosa, entre outros.

“Com a Cruz, Jesus se une ao silêncio das vítimas da violência, que já não podem clamar, sobretudo os inocentes e indefesos; nela Jesus se une às famílias que passam por dificuldades, que choram a perda de seus filhos, ou que sofrem vendo-os presas de paraísos artificiais como a droga; nela Jesus se une a todas as pessoas que passam fome, num mundo que todos os dias joga fora toneladas de comida; nela Jesus se une a quem é perseguido pela religião, pelas ideias, ou simplesmente pela cor da pele; nela Jesus se une a tantos jovens que perderam a confiança nas instituições políticas, por verem egoísmo e corrupção, ou que perderam a fé na Igreja, e até mesmo em Deus, pela incoerência de cristãos e ministros do Evangelho”, disse.

A cruz

Francisco iniciou seu discurso lembrando o Ano Santo da Redenção, em 1984, quando o então papa João Paulo II entregou aos jovens a cruz que se tornaria um dos principais símbolos da JMJ.

Nos últimos dois anos, A Cruz da Jornada percorreu várias cidades brasileiras, como lembrou o próprio pontífice ao fazer três perguntas aos milhares de peregrinos que lotaram a praia de Copacabana: “O que vocês terão deixado na Cruz, queridos jovens brasileiros, nestes dois anos em que ela atravessou seu imenso país? E o que terá deixado a Cruz de Jesus em cada um de vocês? E, finalmente, o que esta Cruz ensina para a nossa vida?”.

Antes de mencionar os problemas sociais, o papa disse aos fiéis que “ninguém pode tocar a Cruz de Jesus sem deixar algo de si mesmo nela e sem trazer algo da Cruz de Jesus para sua própria vida”. A cruz, segundo o chefe da Igreja Católica, é um símbolo que reúne “o sofrimento e o pecado do homem”. (Fonte/foto: UOL)

Papa cita racismo e intolerância religiosa como “cruzes” do mundo e lembra vítimas da Kiss

  1. Ando de Bike disse:

    As pessoas, antes de ser católicas ou protestantes deveriam ser cristãs, e como seguidores da pessoa mais humilde que já viveu na terra, deveriam demonstrar essa qualidade.
    E não vejo tal qualidade nos clérigos, por exemplo, o papa é na verdade um “pop star ” travestido de religioso. Tentando atrair seguidores para si. Quando na verdade a missão dele, como suposto representante de Deus, seria atrair seguidores para cristo.
    O que me deixa satisfeito é que Deus tá vendo tudo isso e fará o julgamento no tempo devido.

    1. RODRIGO disse:

      Discordo! Não o vejo tentando atrair seguidores para si, e sim para Cristo, como você mesmo disse que é a missão dele. Procure conhecer a história dele antes de simplesmente taxa-lo de “pop star” transvestido de religioso.

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