Pais denunciam falta de professores em escola rural de Juazeiro

por Antonio Carlos Miranda // 27 de julho de 2026 às 12:33

Foto: Instagram/reprodução

Famílias de alunos de uma escola rural de Juazeiro da Bahia denunciam que a instituição — historicamente reconhecida como modelo pedagógico no interior do município — enfrenta uma crise marcada pelo déficit de professores, desorganização administrativa e lentidão na contratação de substitutos.

O principal gargalo apontado pelos responsáveis diz respeito à rotatividade e ao encerramento de contratos temporários. Por exigência legal, profissionais contratados precisam cumprir o chamado interstício — intervalo obrigatório entre o fim de um vínculo temporário e a realização de um novo contrato com o poder público.

No entanto, de acordo com as famílias, a gestão do prefeito Andrei Gonçalves não tem feito o planejamento prévio para suprir essas ausências, deixando os estudantes sem aulas por longos períodos.

Incerteza nas salas

A perda de profissionais tem afetado tanto o corpo docente quanto a equipe de apoio pedagógico. De acordo com os relatos enviados à reportagem, a unidade perdeu recentemente os professores das disciplinas de Geografia e História. A situação se agravou ainda antes do recesso escolar, quando a auxiliar de sala e a mãe social também deixaram os cargos para cumprir o interstício.

Até o momento, nenhum dos postos vagos foi recomposto, o que tem gerado prejuízos diretos ao aprendizado e à rotina dos estudantes. “A Escola já foi referência pela qualidade do ensino, infelizmente tem perdido o brilho aos olhos de muitos. A sensação é de falta de organização e de gestão“, desabafou um dos responsáveis.

Impactos na comunidade

A insatisfação se estende à condução pedagógica e à logística diária do estabelecimento. Responsáveis destacam que a equipe diretiva e a coordenação parecem sobrecarregadas e sem respaldo para gerenciar o volume de demandas.

As famílias cobram que a recomposição do quadro de funcionários seja feita com urgência, garantindo a normalização das aulas e o direito dos alunos. A reportagem do Jornal A Tarde procurou a Prefeitura de Juazeiro, e ainda aguarda resposta aos questionamentos.

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