Opinião do leitor: Uma análise da movimentação de Miguel

por Carlos Britto // 12 de março de 2026 às 22:19

Foto: Comunicação 21/divulgação

O jornalista e radialista Marcelo Damasceno faz uma leitura sobre a movimentação do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB) na sua tentativa de viabilizar sua candidatura ao Senado. Em síntese, Marcelo diz que Miguel atira para todos os lados. Leiam:

Miguel Coelho parece cada vez mais perdido no tabuleiro político pernambucano.

Nos bastidores, a avaliação recorrente é de que ele ainda não conseguiu encontrar um abrigo partidário sólido, nem uma estratégia clara para viabilizar seu projeto ao Senado. Nos últimos anos, Miguel tentou diversas alternativas. Buscou se consolidar no União Brasil, onde chegou a disputar espaço interno com Eduardo da Fonte, líder da federação Progressista no Estado, mas também sondou caminhos no MDB, PSDB e outros partidos. Agora circulam informações de que ele considera a possibilidade de ir para o PL, esquecendo que seu pai era líder do governo no Senado e rompeu com a família Bolsonaro, assim como já havia feito antes com Lula e Dilma. Ainda assim, nenhuma dessas articulações evoluiu de forma consistente.

Diante das dificuldades, lá trás ele acabou apostando em uma aproximação com o grupo do prefeito do Recife, João Campos. Ao perceber a dificuldade de ser aceito pelo PT na chapa, passou a pressionar politicamente o prefeito enquanto tenta, ao mesmo tempo, se reaproximar da governadora Raquel Lyra. Porém, após a operação da Polícia Federal que atingiu seu núcleo familiar, o ambiente político ficou ainda mais sensível, e aliados passaram a avaliar que a presença de Miguel gera constrangimentos.

Essas movimentações simultâneas alimentam a percepção, entre analistas e atores políticos, de que Miguel Coelho age, no fundo, de maneira semelhante a Eduardo da Fonte, mudando de direção com frequência. Algo que, nos bastidores, alguns resumem com ironia, estariam “como birutas de aeroporto”, girando conforme o vento político. Resta saber se, no final, João ou Raquel podem confiar neles. Há uma antiga frase que diz: “aA coerência é vista como a ponte entre a ética e a prática política”. Pelo visto, em Pernambuco, essa frase caducou.

Marcelo Damasceno

Opinião do leitor: Uma análise da movimentação de Miguel

  1. Sempre Atento disse:

    Os partidos já sabem quem eles são, sugam o sangue depois sai fora e vai atrás de outro partido para sugar de novo,família de vampiros vive nas custas da miséria dos jumentos retardados.

  2. Petrus disse:

    Nem sempre devemos seguir o exemplo dos pais. Eis aí o resultado. Metido a espertinho igual ao pai, agora ninguém quer. A gente só vale o que tem, principalmente a nossa honra. Só dinheiro não resolve. Mandar no curral, Petrolina, não quer dizer que vai mandar no curral maior, PE.

  3. Consumidor disse:

    Verdade, Marcelo. Não verdade Miguel Coelho quer poder. Para ele não importa se há coerência ou ética para alcançar seus objetivos. Um velho político disse cera vez que “a política é muito dinâmica”, porém para alguns o suposto dinamismo não respeita regras nem nem tampouco o eleitor que, por sua vez, não consegue entender as manobras políticas e apenas deposita o voto a cada pleito.

  4. Geronilson Pereira disse:

    É um caso típico de político biruta, como bem disse o Marcelo.
    Na verdade a população do Vale sabe perfeitamente como agem os Coelho. Basta voltar a página mais recente, quando FBC era líder do governo Bolsonaro, no Senado e, cínica e sorrateiramente fazia campanha para Lula no Vale e regiões onde mantém correligionários.
    Petrolina deve muito aos Coelho pela dedicação e busca incessante por recursos que transformaram a cidade num polo agrícola, comercial e industrial atrativo, mas nunca souberam cuidar da vida política com seriedade.
    Resultado: políticos meia boca, falsos e desacreditados pelos grupos políticos nacionais. É uma pena, pois até dentro das facções criminosas o requisito principal é a lealdade.

  5. EDILBERTO disse:

    No Brasil não existe partidos, seja “esquerda, direita, centro, de nada. “TEM UM BANDO DE SALAFRÁRIOS QUE, SE REUNEM PARA ROUBAR JUNTOS”.

  6. João disse:

    Com Deus não se zomba oq o homem planta certamente vai colher. Fica a dica para os evangélicos que conhece a palavra e ainda fica defendendo ele na câmara.

  7. Antonio Marreco disse:

    Um jovem marcado pelo enriquecimento sem lastro, vez que exercendo cargos públicos , cuja remuneração todos sabemos os valores, se apresenta com patrimônio maior que os ganhos propiciariam amealhar. Uma pessoa com esse histórico, lidando com dinheiro público, é muito risco mal versar nos descaminhos da corrupção. Ideal que seja defenestrado da vida pública.

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