O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou um inquérito civil para investigar as condições de segurança estrutural e de prevenção a incêndios da Universidade de Pernambuco (UPE), Campus Petrolina, após a interdição do Bloco A por risco de desabamento do teto. A investigação também apura a ausência do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), falhas nos sistemas preventivos e os impactos causados à comunidade acadêmica e ao Colégio de Aplicação da instituição.
Segundo a portaria assinada pela promotora de Justiça Ana Paula Nunes Cardoso, o bloco está interditado desde 9 de maio de 2025, após vistoria realizada pelo setor de Engenharia da própria universidade. Conforme o MPPE, a medida afetou setores administrativos, salas de colegiados e laboratórios didáticos do campus.
Outro ponto citado na investigação envolve a transferência de estudantes do Colégio de Aplicação para os blocos didáticos da universidade. De acordo com o procedimento, crianças e adolescentes passaram a compartilhar o mesmo espaço físico com universitários sem planejamento pedagógico adequado. Na portaria, o Ministério Público destaca que a situação pode representar riscos à integridade física de estudantes, professores, servidores e demais frequentadores da unidade.
Ainda segundo a investigação, o campus segue sem o AVCB, documento que certifica as condições de segurança da edificação. O processo de regularização estaria em exigência desde outubro de 2021. O MPPE informou ainda que a universidade já havia sido notificada oficialmente para realizar as adequações necessárias e regularizar a estrutura junto ao Corpo de Bombeiros. Com a conversão do procedimento preparatório em inquérito civil, a nova fase da investigação deverá aprofundar a apuração sobre responsabilidades, providências administrativas e possíveis medidas judiciais ou extrajudiciais. A Universidade ainda não se posicionou sobre o assunto. (Fonte: Diario/PE)


