Ministros do STF aprovam proposta de reajuste de mais de R$ 6 mil em seus salários

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Foto: Veja/reprodução

Por 7 a 4, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou em sessão administrativa nesta quarta-feira (8) uma proposta orçamentária para 2019, que prevê um reajuste de 16,38% nos salários dos magistrados.

Apesar de estar incluso na proposta orçamentária da Corte, o reajuste salarial ainda precisa ser aprovado pelo Senado Federal (o projeto de lei já recebeu aval da Câmara) e sancionado pelo presidente Michel Temer para entrar em vigor. Se aprovado, o salário dos ministros, que atualmente é de R$ 33.700,00, pode chegar a R$ 39.220,00 por mês. Como os vencimentos recebidos por eles são parâmetro do teto constitucional, o valor máximo pago a funcionários públicos, o reajuste deve ter efeito cascata em todo o país.

Para acomodar o impacto orçamentário do reajuste, o STF prevê o remanejamento de recursos, principalmente da área de comunicação institucional, atingindo a TV Justiça. O impacto estimado de um reajuste de 16,38% no salário dos ministros é de R$ 2,77 milhões para o STF e de R$ 717,1 milhões para o Poder Judiciário.

Votaram a favor do reajuste os ministros Ricardo Lewandowski, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Marco Aurélio Mello, Luiz Fux e Alexandre de Moraes. Votaram contra os ministros Cármen Lúcia, Rosa Weber, Celso de Mello e Edson Fachin.

Novo presidente

O STF tem novo presidente. Dias Toffoli foi eleito no dia de ontem e ficará à frente do Judiciário até 2020. A cerimônia de posse está marcada para a próxima segunda-feira (13). Com informações de Veja.

5 COMENTÁRIOS

  1. Se engana quem acha que não existem castas na sociedade brasileira. Sim, existem duas castas: A superior, formada por políticos, funcionários públicos cheios de regalias, “intelectuais” e empresários ligados ao governo; e a inferior, composta pelo resto da população, que se mata de trabalhar para sustentar a casta superior.

    Falam que o Brasil está em crise, e que os gastos do governo que contribuem para esta situação devem ser reduzidos, mas me digam: como serão reduzidos, se vemos diariamente aumentos vultosos de salários do funcionalismo público, uma série de gastos desnecessários, empresas estatais falidas pedindo socorro ao governo, subsídios e isenções fiscais para empresários? Enquanto essa gente da casta superior fazem a festa com o dinheiro alheio, há 13 milhões de desempregados e outros 40 milhões vivendo na informalidade, com seus sonhos destruídos e sem perspectiva de algo melhor no futuro. Ou muda essa situação, ou o Brasil irá continuar mergulhado na pobreza e na injustiça. Quem é conivente com essa situação é um carniceiro sem escrúpulos.

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