Ministério da Saúde tem quarto titular durante um ano de pandemia

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Foto: AMB/El País reprodução

O médico cardiologista Marcelo Queiroga será o novo ministro da Saúde. Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, será o quarto titular da pasta na pandemia e assume no pior momento da crise sanitária, com recorde de mortes e do número de Estados com sistemas de saúde colapsados ou próximos ao colapso. Ele substituirá o general Eduardo Pazuello, cuja gestão foi marcada por alinhamento incondicional com o Planalto e problemas na organização da campanha de vacinação contra a covid-19.

Em sua primeira entrevista após a nomeação, à emissora CNN, o cardiologista equilibrou as palavras para não contrariar o novo chefe, mas sua estreia contraria os governadores, que impõem restrições de circulação pelo auge dos contágios no país. Disse que lockdown não pode ser “política de governo” e só deve ser aplicado em situações extremas ―sem precisar se o país em uma situação extrema, com recordes de mortes.

Um dia depois de criticar o uso da cloroquina contra a Covid-19, já contraindicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), disse que médicos têm autonomia para prescrever tratamentos, mesmo sem eficácia comprovada. A nomeação de Queiroga encerra dias de fritura de Pazuello, em especial nas últimas 24 horas. O cardiologista diz que não é possível “inventar a roda” no combate à pandemia, mas terá no Planalto um obstáculo se quiser usar a fórmula que tem sido aplicada em todo o mundo para conter os danos da pandemia: isolamento social e uso de máscaras, por exemplo. O mais recente médico que havia passado pela pasta, o oncologista Nelson Teich, deixou o posto apenas 29 dias depois de assumi-lo justamente por divergências com Bolsonaro. Antes dele, o ministro era o ex-deputado federal e ortopedista Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), que também deixou o cargo por embates com o presidente.

Bolsonaro tinha pressa em anunciar um substituto de Pazuello principalmente porque a sua primeira opção, Ludhmila Hajjar, logo após rejeitar o convite, reforçou críticas ao Governo que ela já vinha fazendo ao longo da pandemia. Em entrevistas para explicar as razões que a fizeram recusar o cargo, Hajjar disse que não havia convergências técnicas com o presidente Bolsonaro e afirmou que o novo ministro deveria ter autonomia para atuar. (Fonte: El País)

2 COMENTÁRIOS

    • Não adianta trocar o ministro se o mandatário é um jumento.

      Espero que este pelo menos não seja igual ao “especialista em logística”, que dizia que o Nordeste se encontrava na América do Norte.

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