Uma moradora do R-5, na Zona Rural de Petrolina, expôs as dificuldades enfrentadas diariamente para garantir que a filha de 9 anos consiga chegar à escola. Segundo Rafaela, mãe de Sarah e David, ela precisa empurrar um carrinho por vários quilômetros até a pista para esperar o transporte escolar, já que o ônibus não entra na comunidade onde a família mora. “Eu saio daqui 11h50 para chegar lá 12h20 com a criança. Depois volto empurrando o carrinho do meu filho, que tem deficiência nos pés. Quando chego em casa, já é quase uma hora da tarde”, relatou.
A mãe afirma que já procurou a escola para pedir que o ônibus entre pelo menos até a primeira porteira da localidade, mas recebeu a informação de que o transporte não faria o trajeto. “Fui na escola e a coordenadora disse que não é fácil botar o ônibus aqui. Todo mundo vê que tem como entrar. O motorista entra em outras fazendas e não entra nem na primeira porteira para pegar ela”, desabafou.
Além da longa caminhada sob o sol, Rafaela relata medo durante o percurso por conta do isolamento da área. “Eu corro risco levando ela até a pista. Não posso mandar uma criança de 9 anos sozinha. Quando chego lá, meu filho já está todo vermelho do sol”, contou.
Segundo a denúncia, a estudante mora no R-5, mas precisa estudar no R-4, o que torna o deslocamento ainda mais cansativo para a família. “Todo dia é essa luta”, afirmou a mãe. A Redação encaminhou a demanada para à Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (SEDUCE) e aguarda um posicionamento sobre a situação.


