Ministério da Justiça notifica empresas que adulteravam leite com formol

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leite adulteradoO Ministério da Justiça deu prazo para que as empresas envolvidas em fraude na produção de leite esclareçam o caso. Análises apontam que mercadorias da Italac, Mumu, Líder e Latvida foram adulteradas com uma substância semelhante à ureia e que possui formol em sua composição.

Segundo a Secretaria Nacional do Consumidor, as empresas terão prazo de 10 dias, a partir do recebimento da notificação, para apresentar a documentação técnica e laboratorial pertinente ou, de forma imediata, o recall dos produtos envolvidos, nos termos do Código de Defesa do Consumidor.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, é dever do fornecedor trocar o produto que cause risco ao consumidor a qualquer momento e de forma gratuita. Apesar disso, os lotes apontados como adulterados já foram totalmente retirados do mercado.

Cinco empresas que realizavam transporte de leite no Rio Grande do Sul são suspeitas de adicionar uma substância antes de realizar a entrega à indústria.

O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), porém, destaca que “os programas de controle de qualidade [da empresa de laticínio] devem ser capazes de detectar a prática de fraudes, adulterações ou falsificações na matéria prima que recebem”.

Fraude

A identificação da adulteração resultou na operação “Leite Compen$ado”, realizada ontem (8), para cumprir nove mandados de prisão e 13 de busca e apreensão nas cidades de Ibirubá, Guaporé e Horizontina. Ao todo, oito pessoas foram presas.

A fraude foi comprovada através de análises químicas do leite cru, onde foi possível identificar a presença do formol, que mesmo depois dos processos de pasteurização, persiste no produto final.

Com o aumento do volume do leite transportado, os “leiteiros” lucravam 10% a mais que os 7% já pagos sobre o preço do leite cru, em média R$ 0,95 por litro, destacou o Ministério Público. As empresas de transporte investigadas transportaram aproximadamente 100 milhões de litros de leite entre abril de 2012 e maio de 2013. Desse montante, estima-se que um milhão de quilos de ureia contendo formol tenham sido adicionados. (Fonte: Folha SP)

7 COMENTÁRIOS

  1. Esse é o absurdo da pilantragem, da ganância e do egoísmo: com a finalidade de colocar mais dinheiro nos bolsos, adicionam tóxicos no leite e não estão nem aí que as crianças do Brasil adoeçam consumindo esse pseudo-leite. Esses LADRÕES têm que ficarem presos com uma pena proporcional à população das crianças!

  2. Essas empresas deveriam ser fechadas de imediato, seus donos e sócios presos, eu não sei até aonde vai a ganância do ser humano para obter lucros, são produtos que cusam câncer.

  3. Essas empresas deveriam ser fechadas de imediato, seus donos e sócios presos, eu não sei até aonde vai a ganância do ser humano para obter lucros, são produtos que cusam câncer.

  4. O Brasil não tem mais jeito, o que importa apenas é o lucro, o povo perdeu sua identidade, está faltando pessoas decentes que punam todos.
    Atitudes proativas deveriam ser tomadas, por exemplo, os supermercados, padarias, enfim todos os estabelecimentos que comercializam estes produtos deveriam fazer uma logística reversa neste caso, colocar um aviso a todo público dizendo:
    1) Os leites da marca tal, tal, tal e tal estão contaminados e não estarão em nossas prateleiras.
    2) Estamos entrando com uma ação de perdas e danos contra estas empresas fornecedoras de leite.
    3) Todos os lotes serão devolvidos aos fornecedores.
    4) Os lotes vendidos e ainda não consumidos estaremos recebendo de volta e ressarcindo o povo lesado.
    5) Repassar email aos seus consumidores explicando a situação e deixando os ciente dos perigos expostos.

    A punição virá do povo não comprando.

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