Em Cabrobó (PE), Sertão do São Francisco, o representante do diretório municipal do PSOL, Paulo Romério, fez uma carta aberta à população para alertar sobre a possibilidade de o hospital municipal vir a ser privatizado. Romério ressalta que, entregar a gestão do hospital a empresas, “é ferir a soberania popular e a universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS).
Confiram:
Através da nossa Vigilância Legislativa, analisamos o Pedido de Informação (PI) 7/2026, que revela estudos da atual gestão para a possível concessão ou terceirização da gestão do Hospital Municipal de Cabrobó. Enquanto a prefeitura utiliza a obra da UBS Porte I (recurso federal do Novo PAC) como peça de marketing, os dados técnicos apontam para um projeto que pode entregar o nosso maior patrimônio de saúde à lógica do lucro privado.
Para o PSOL, a saúde não pode ser tratada como planilha de custos de empresas concessionárias. A realidade do povo, que hoje convive com 1.793 contratados temporários em situação precária, exige responsabilidade administrativa e não o desmonte do serviço público. Entregar a gestão do hospital a empresas é ferir a soberania popular e a universalidade do SUS.
Nossa luta é por uma Cabrobó Soberana e com Justiça Social:
Gestão Pública e Direta – Defendemos que o Hospital Municipal deve ser 100% público e estatal, sob rigoroso controle social, transparência absoluta e fiscalização da sociedade.
Concurso Público já – Exigimos a substituição das contratações precárias por servidores estatutários através de concurso público em 2026, conforme as diretrizes do MPPE e do TCE-PE, garantindo estabilidade ao trabalhador e continuidade no atendimento.
Investimento na Rede Própria – Rejeitamos a “vitrine política” e exigimos que todo recurso seja aplicado para fortalecer o SUS municipal, garantindo que a dor do sertanejo jamais seja transformada em lucro.
Não aceite que transformem sua saúde em negócio. Compartilhe esta denúncia e junte-se à resistência do PSOL Cabrobó!
Paulo Romério/Membro do Diretório do PSOL Cabrobó



Não deve ser difícil administrar uma unidade tao básica.