Marília Arraes é indiciada por peculato por manter supostos ‘fantasmas’ na Câmara do Recife; candidata rebate

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Foto/divulgação

A pouco mais de duas semanas das eleições, a vereadora do Recife e candidata a deputada federal, Marília Arraes (PT), foi indiciada pelo crime de peculato por supostamente manter em seu gabinete, durante o mandato anterior, quatro funcionários ‘fantasmas’. A informação foi confirmada na tarde de ontem (20) pela delegada da Polícia Civil (PC), Patrícia Domingos.

O inquérito já foi remetido ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), segundo informou a Folhapress. A investigação corre em segredo de Justiça. Marília é a principal voz de oposição ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB). Ela foi retirada da disputa eleitoral após acordo nacional entre o PT e o PSB.

A delegada indiciou também por peculato, em inquérito diferente, o ex-presidente do PSB em Pernambuco Milton Coelho. Ele foi vice-prefeito do Recife na gestão de João da Costa (PT) e secretário de Administração no Governo Paulo Câmara. O indiciamento ocorreu, conforme a investigação, em razão da contratação de três funcionários fantasmas.

Nota

Marília se pronunciou oficialmente nesta sexta-feira (21), por meio de nota à imprensa, e considerou infundada a acusação. Ela contou que há três anos tomou conhecimento de uma denúncia “totalmente absurda”, e ela própria decidiu procurar o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para solicitar investigação dos fatos.

Confiram a íntegra da nota:

Fomos surpreendidos nesta tarde (ontem) pela notícia de que fui indiciada, junto a quatro funcionários lotados em meu gabinete.

As informações repassadas em coletiva de imprensa – convocada pela delegada para falar sobre outros temas, segundo divulgado através de diversos veículos de comunicação – versam sobre a suposta existência de funcionários classificados como “fantasmas”.

Há cerca de três anos, após tomar conhecimento de uma denúncia anônima totalmente absurda, que versava sobre este tema, eu mesma tomei a iniciativa de procurar o Ministério Público de Pernambuco para solicitar que os fatos fossem investigados.

Estranhamente agora, a duas semanas das eleições, na qual eu sou candidata, a delegada responsável pelas investigações anuncia, em entrevista coletiva, sem que houvesse sequer uma comunicação oficial sobre a conclusão do inquérito, o indiciamento. 

Estamos, como sempre estivemos, à disposição da Justiça e das autoridades, para prestar quaisquer esclarecimentos, mas não temos como deixar de repudiar atitudes que claramente tem o propósito de tumultuar o processo eleitoral democrático em nome de interesses não republicanos.

Marília Arraes

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