Marília Arraes diz não ter ficado magoada com cúpula nacional do PT, fala em “mandato combativo” e não descarta ainda vir a disputar Governo de PE

2
Marília Arraes. (Foto: Blog do Carlos Britto)

Um dos principais nomes da chapa proporcional do PT de Pernambuco, a vereadora do Recife e candidata a deputada estadual Marília Arraes aposta em novas lideranças que surgirão no país a partir das eleições deste ano. Até porque ela acredita que o Congresso Nacional precisa ser renovado “a todo custo”. Convidada do último Talk Show do Blog, a petista argumenta que no atual cenário político do país não cabem mais “regras antigas de grandes estruturas, de muito dinheiro” para campanhas.

“As pessoas estão mais conscientes, e aposto nessa consciência para sairmos dessa confusão que o Brasil está metido”, declarou a candidata.

Sobre o processo turbulento dentro do PT pernambucano, que culminou com a retirada de sua candidatura da disputa pelo governo do Estado, Marília assegurou não guardar mágoas, “até porque não se faz política com mágoas”, ponderou. Ela disse que, embora tenha compreendido a estratégia do partido, que estava priorizando o projeto nacional com o nome do ex-presidente Lula, discordou dos dirigentes. Por isso levou a questão a todas as instâncias do PT, mas não pretendia judicializar o impasse. “Política tem de ser resolvida dentro da política”, avaliou.

Mesmo assim ela decidiu entrar numa chapa proporcional ‘puro sangue’, ou seja, sem coligações partidárias, por entender que a maioria dos candidatos petistas defendia essa opção. Mas garantiu não estar tomando espaços dos companheiros. “Estamos fazendo nossa campanha junto aos amigos”, afirmou.

Possibilidades

Neta do ex-governador Miguel Arraes (falecido em 2005), Marília afirma que sempre manteve um contato muito próximo com ele, por isso o tem como uma “referência” na opção que fez pela vida pública. “Foi isso que me fez ver a política como instrumento de transformação da sociedade”, frisou. Mas ela garantiu que sempre procurou caminhar com as próprias pernas.

Com tanta determinação, ela não descarta ainda vir a disputar uma candidatura de governadora, mas deixou claro que os passos são dados de cada vez. No momento ela espera, se eleita, fazer um mandato “combativo” contra questões como reforma da Previdência, retirada de direitos trabalhistas e PEC do Teto de Gastos Públicos. Outro foco do seu eventual mandato, garante ela, será a discussão em torno do Pacto Federativo e a defesa de Pernambuco como um todo. “Aprendi com Fernando Lyra, que foi deputado várias vezes e ministro de Estado, que nunca devemos disputar uma eleição pensando na próxima”, completou.

2 COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome