Mais de 800 reeducandos em Pernambuco passam por qualificação à distância durante pandemia

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Foto: Seres/divulgação

Reeducandos do sistema prisional de Pernambuco estão se qualificando durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A parceria entre a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) e a Teleport Educacional já certificou 804 detentos por método de ensino a distância (EaD). A iniciativa visa a manter os detentos ativos, pois as escolas prisionais estão com as aulas suspensas, e ofertá-los a oportunidade de aprendizado.

Os cursos são reconhecidos pelo Ministério da Educação e englobam dez unidades prisionais da Região Metropolitana do Recife (RMR) e Interior. A expectativa é  profissionalizar mais 380 internos. Os dois presídios com maior número de qualificações são o Juiz Antônio Luiz Lins de Barros (Pjallb), no Complexo do Curado (293), e o de Igarassu (PIG), na RMR, com 140. “É uma forma de manter a capacidade cognitiva dos presos ativa e garantir a certificação e a redução de pena”, ressaltou o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico. A cada três dias, quatro horas de curso, um dia a menos na pena.

As áreas ofertadas são Segurança do Trabalho, Empreendedorismo, Vendas, Recursos Humanos, Logística, Marketing, Manutenção de Micro e Inglês Básico. Todos têm 40 horas semanais, com exceção do curso de inglês, com 80.

Participam do ação o Presídio de Igarassu (RMR); Presídio juiz Antônio Luiz Lins de Barros (RMR); Centro de Ressocialização do Agreste (Canhotinho); Presídio de Itaquitinga (Zona da Mata); Penitenciária Juiz Plácido de Souza (Caruaru); Penitenciária Dr.Edvaldo Gomes (Petrolina); Presídio Advogado Brito Alves (Arcoverde); Colônia Penal Feminina do Recife; Presídio de Salgueiro e Colônia Penal Feminina de Buíque.

Teleport

O grupo Teleport Educacional foi fundado em 2012, ano em que iniciou os trabalhos nas unidades prisionais. Gildo Neves Baptista Júnior, diretor da empresa, explica a importância do trabalho. “No Brasil são muitos alunos detentos nos cursos EaD da Teleport em Pernambuco e São Paulo, e estamos iniciando o trabalho na Bahia. Como professor de um total de três mil alunos, fico muito feliz por estar ajudando e impactando esses presos e suas famílias. O grupo trabalha com a perspectiva de responsabilidade social. Para cada curso contratado, oferta uma bolsa na esfera pública sem custo”, explicou Gildo.

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