Famílias inscritas em programas habitacionais em Petrolina afirmam estar enfrentando dificuldades por conta de supostas inconsistências nos cadastros utilizados para a seleção de beneficiários. Segundo os relatos, informações que não correspondem à realidade das candidatas teriam sido registradas no sistema, comprometendo a participação no processo. De acordo com uma denunciante, ao acessar o cadastro para atualização dos dados, foram identificadas informações como renda superior à real, registro de imóvel próprio e até histórico de violência doméstica, embora, segundo ela, nenhuma dessas situações corresponda à sua realidade.
“A gente só quer que nosso direito seja respeitado. Fizemos o cadastro corretamente, apresentamos toda a documentação exigida e, quando fomos conferir, apareceram informações que não fazem parte da nossa realidade. Continuamos pagando aluguel, muitas vezes deixando de comprar outras coisas importantes para conseguir manter um teto para nossos filhos“, desabafou.
Além das supostas inconsistências, a denunciante afirma que muitos cadastros apresentam outras informações que podem impedir a aprovação no programa. Entre as reclamações estão a indicação de propriedade de imóvel para pessoas que afirmam nunca terem tido casa própria e casos de candidatos que, segundo eles, chegaram a aparecer em etapas anteriores da seleção, mas deixaram de constar nas listas seguintes sem qualquer explicação.
Outro ponto levantado é a falta de esclarecimentos sobre os critérios adotados durante o processo. Conforme o relato, ao buscar informações, muitos recebem orientações para procurar a Caixa Econômica Federal, enquanto outros são direcionados novamente à Prefeitura, sem conseguir uma resposta definitiva sobre a situação dos cadastros.
“Pedimos apenas transparência, que os cadastros sejam revisados e que as casas sejam destinadas a quem realmente precisa. O sonho da casa própria não pode ser tirado por causa de informações que não correspondem à nossa realidade,” completou.
A redação deixa o espaço aberto para que os órgãos responsáveis se manifeste sobre os questionamentos apresentados pelas famílias, especialmente em relação às supostas inconsistências nos cadastros, aos critérios de seleção dos beneficiários e às medidas adotadas para garantir a transparência do processo.


