Lucas Ramos evita críticas a FBC e Fernando Filho, mas espera socialistas numa mesma linha em 2018

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Após protagonizar no ano passado mais um embate interno no PSB pela indicação do partido para disputar a Prefeitura de Petrolina, no qual Miguel Coelho acabou sendo o escolhido e levando a eleição, o deputado estadual Lucas Ramos quer evitar, nesse momento, entrar novamente em rota de colisão com o grupo do senador Fernando Bezerra Coelho. O socialista preferiu não dar declarações mais açodadas em relação ao apoio de FBC e do ministro Fernando Filho (Minas e Energia) ao Governo Temer.

Tanto FBC quanto seu filho contrariaram a decisão da legenda socialista, que rompeu com o presidente Michel Temer após as graves denúncias feitas pelo empresário Joesley Batista, do Grupo JBS, à Polícia Federal (PF) na Operação Lava Jato. Batista entregou um áudio em que Temer dá o aval para o pagamento de uma propina pelo silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha.

Na verdade, os socialistas já vinham insatisfeitos com o governo por conta das reformas trabalhista e da Previdência, propostas por Temer, as quais consideram “prejudiciais” à classe trabalhadora. Com as denúncias, a executiva nacional do PSB (por meio do seu presidente Carlos Siqueira) decidiu de vez desembarcar do governo – menos FBC e Fernando Filho. Lucas disse ser direito de todos os filiados defender aquilo em que acreditam, mas justificou que o momento é de respeitar a vontade majoritária do partido. E essa vontade, segundo ele, foi de ficar bem longe do Governo Temer.

“A gente sabe que é importante seguir unido para fazer um partido forte. Esperamos que haja uma sensibilização de todos os nossos membros filiados em se afastar do Governo Temer”, ponderou. Perguntado se o senador e o ministro estariam afrontando a cúpula socialista, Lucas minimizou.

Disse que Fernando Filho era da cota pessoal do presidente e, portanto, quando o PSB decidiu deixar o governo, não tinha cargos a entregar. “O que tentamos foi, por meio da imprensa e de conversas diretas, sensibilizar todos os filiados a seguirem a orientação do partido, que é de contrariedade ao Governo Temer”, declarou.

Eleições

Toda essa situação, inclusive a possibilidade de expulsão de Fernando Filho por infidelidade partidária, deverá ser jogada em pratos limpos nas eleições do PSB nacional, marcadas para o segundo semestre (provavelmente em setembro ou outubro). Mas independente desse clima de mal-estar, Lucas disse não acreditar que a decisão de FBC e do filho em seguir com o Governo Temer arranhe a relação dos dois com o governador e vice-presidente nacional do partido, Paulo Câmara. Até porque, segundo ele,  foi o próprio governador quem escolheu o nome de Miguel Coelho, eleito no ano passado, para ser o candidato a prefeito de Petrolina. Além disso, os socialistas entendem que FBC, assim como foi importante para a construção da Frente Popular em 2014, continua sendo importante para sua manutenção em 2018.

3 COMENTÁRIOS

  1. isso ae chegando epoca de campanha e cada um com o seu na mao, procurando alinhar o discurso para nao perder a boquinha, tomara que vc nao seja eleito novamente!

  2. O pior voto que já dei em toda minha vida, esse cidadão não é digno de um voto. “Patricinho” ñ sabe o que é eleitor, mt menos trabalhar pra segurar suas bases eleitorais.

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