Líder comunitário de Petrolina contesta declarações de Lucinha Mota e diz que também quer justiça para Caso Beatriz

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Foto: Blog do Carlos Britto

Indignado com as declarações feitas por Lucinha Mota, mãe da menina Beatriz Angélica Mota, numa live realizada na última quinta-feira (6), o líder comunitário Edvanilson Amorim desabafou. À época do assassinato brutal de Beatriz, ocorrido na noite de 10 de dezembro de 2015 durante uma festa de formatura no Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina, Edvanilson trabalhava como segurança de uma empresa terceirizada, contratada pelo colégio.  Ao desmentir a mãe da menina, Edvanilson assegura não ter nenhuma ligação com o crime, conforme a polícia já constatou, e pede para que seu nome não seja mais exposto como vem ocorrendo.

Confiram:

Pronunciamento Caso Beatriz

Na noite desta quinta-feira (6 de agosto), fui surpreendido por ter minha imagem e nome divulgados em live pela Sra.Lucinha Mota, razões pela qual resolvi me pronunciar acerca das graves acusações proferidas. 

Eu, Edvanilson Amorim, nasci e me criei nesta cidade, constituí família e sou genitor de dois adolescentes. Ressalto que não possuo antecedentes criminais e venho prestando serviços comunitários à cidade de Petrolina por mais de 35 anos. Sempre me empenhei em ajudar o próximo, a reivindicar por melhorias nas comunidades, como é de conhecimento público.

Fui contratado pela empresa terceirizada GMS em 6 de agosto de 2015, para prestar serviços de segurança ao colégio Nossa Senhora Auxiliadora devido ao fato de jovens estarem adentrando a instituição de ensino em período noturno para cometer atos de vandalismo. Em novembro foram identificados como ex-alunos, sendo detidos na quadra do colégio por atearem fogo em diversas salas, inclusive na sala que foi o local do crime no Caso Beatriz.

Em 10 de dezembro de 2015, não foi repassado para empresa GMS quaisquer informações sobre a realização de uma festa de formatura naquela noite. Fui notificado pelo porteiro da instituição, o Sr. Fábio, no ato do meu plantão, que a confraternização estava sendo realizada naquele momento, por volta das 19 horas. Em percurso próximo à primeira quadra, encontrei a Irmã Fátima acompanhada com outras duas pessoas funcionárias, perguntei se era para acender as lâmpadas, porém ela disse que não era preciso.

No momento em que me encontrava sentado próximo à gruta, fui abordado pela Sra. Lucinha Mota, perguntando se teria visto uma criança com uma blusa branca igual a dela. Respondi que não e de imediato peguei o meu celular e liguei para o porteiro, no qual perguntei se uma criança com tais características teria passado por lá, e informou que não teria visto.

Ressalto que em nenhum momento estava suando e gelado como foi afirmado por Lucinha Mota, até porque para ser realizada tal afirmação necessitava de um contato físico, fato que não ocorreu. A senhora Luzineide, funcionária da instituição de ensino, faltou com a verdade ao afirmar ter me visto na mangueira. As filmagens das câmeras que foram acolhidas pela Polícia Civil mostram que eu não estava naquele horário e local.

Quando as demais pessoas iniciaram as buscas pela menina Beatriz, comecei acender as lâmpadas das áreas que estavam escuras, no intuito de facilitar nas buscas. Ocorre que faltando apenas uma última lâmpada para ser acesa, notei que  o sr.Adailton acendeu uma lâmpada próximo à sala de balé e, em seguida, foi para mangueira, instante em que ouvi alguns gritos dizendo que tinham encontrado a criança. Me dirigi até essas pessoas e fui informado do que teria acontecido.

No que diz respeito às chaves, é de extrema importância destacar que em nenhum momento recebi chaves do sr.Adailton, funcionário da escola, sendo exclusivamente o porteiro, Sr.Fábio, o responsável para  fazer o repasse das chaves em meus plantões, sendo devolvidas para o mesmo no final de cada um. Ocorre que na noite da formatura não me repassaram nenhuma chave. Destaco que após o acontecimento da barbárie, os funcionários começaram a procurar as chaves do portão grande para entrada do IML. Logo em seguida o Sr. Erildo me entregou um molho de chaves, afirmando que o Sr. Adailton mandou me entregar para que assim eu pudesse abrir o portão grande.

Sempre me dispus à polícia para esclarecimento dos fatos, nunca troquei de número e nem de residência, fiz exames periciais; foram analisados o meu DNA, minhas impressões digitais, farda que utilizava naquela noite e o telefone celular foi analisado por mais de 15 dias.

Me solidarizo com o sofrimento de Lucinha Mota, desejo justiça da mesma maneira que ela, porém peço que parem de expor minha imagem e o local onde resido, tendo em vista que foi um crime de clamor social. Estejam convictos que ver esse caso solucionado tornou-se um dos meus maiores sonhos, tenho esperanças e muita fé em Deus, por isso creio que tudo será desvendado e que viveremos em paz, pois a justiça será feita. Estou a disposição de todos.

Edvanilson Amorim

5 COMENTÁRIOS

  1. Quem mais deveria contribuir para elucidar esse crime “horrendo” seria o próprio colégio, mas pelo que se vê, está e sempre foi passivo e/ou conivente com os fatos… para mim, essa instituição de ensino perdeu a referência e a moral construída ao longo de tantos anos!

  2. Lucinha não teceu acusacao. Apenas reproduziu o que o Delegado Marcione afirmou na época: TODOS os 5 personagens mentiram ou entraram em contradição nos depoimentos e vc foi um deles…. Lucinha apenas relembrou isso e a sua frieza qdo interpelado por ela sobre Beatriz…. O fato de vc não ter mudado de casa não significa nada!

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