Levantamento aponta médio risco de infestação por Aedes aegypti em Petrolina

por Carlos Britto // 20 de julho de 2018 às 15:31

(Foto: Arquivo Divulgação)

O resultado do quarto Levantamento Rápido de Índice de Infestação para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2018 aponta índice de 1,8 %, que coloca Petrolina em situação de médio risco de infestação do mosquito. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, os agentes de saúde realizaram a pesquisa através da coleta de amostras e vistorias feitas entre os dias 3 e 7 de julho, em todos os bairros da cidade.

Os de maior incidência de infestação do Aedes ficam nas zonas oeste e norte, respectivamente. Destacam-se o João de Deus, Quati, Dom Avelar, São Jorge e Terras do Sul.

Esses números acenderam o sinal de alerta, pois o principal motivo para o índice de médio risco é a falta de atenção da população com recipientes que acumulam água, dentro das próprias casas. “Quando os agentes fazem as visitas para o levantamento de infestação, percebem que o grande problema são os focos nas casas das pessoas. Até mesmo a gaveta que fica atrás da geladeira pode ser um foco, pois os ovos do mosquito resistem 400 dias sem água. O cuidado com o mosquito não pode parar, tem que ser feito no mínimo, semanalmente“, explica a gerente de Endemias, Rânmilla Castro.

A profissional destaca ainda a importância de procurar uma unidade de saúde quando a pessoa está com sintomas de dengue, por exemplo. “Ir ao médico é importante, pois se há a confirmação e a notificação do caso de uma das arboviroses, os agentes vão ao local e fazem o bloqueio do vetor, diminuindo a possibilidade do mosquito fazer novas vítimas“, informa.

Ações

Diariamente, os agentes de combate às endemias realizam visitas aos bairros à procura de focos do Aedes, fazem trabalhos educativos e atendem denúncias. “Fazemos o trabalho focal na cidade e vistoriamos locais que podem ser propícios para a proliferação do mosquito. Infelizmente não são todos os estabelecimentos onde podemos entrar, principalmente quando o mesmo está trancado e sem ninguém. Então, temos que contar com a parceria da população de forma massiva, pois, sozinhos, não conseguimos erradicar o Aedes“, esclarece Rânmilla.

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