Leitora do Blog desabafa contra mau atendimento na Caixa Econômica

por Carlos Britto // 16 de abril de 2009 às 07:48

A leitora Ana Rufina de Matos desabafa aqui no Blog toda sua insatisfação com o mau atendimento constatado por ela na Caixa Econômica Federal:

 “Venho por meio desta manifestar o meu descontentamento frente o mau atendimento que recebi na Caixa Econômica Federal, na agência situada no River Shopping. Farei um resumo dos fatos: Estive na agência, na qual sou correntista com o intento de efetuar um depósito em cheque na conta da minha mãe. Até aí tudo bem.

Iniciei o procedimento padrão do depósito, entretanto, o caixa eletrônico travou e não finalizou a operação, ficando com o envelope e o meu cheque retidos na máquina travada. Procurei o segurança da agência, já que era feriado e apenas alguns funcionários estavam na agência e o mesmo afirmou-me o seguinte: “A senhorita, se quiser tem que ficar aí esperando a máquina destravar e liberar o envelope”. Dito isto, perguntei-lhe quanto tempo duraria a espera, mas, o dito segurança com ares de gracejo respondeu-me: ‘Uns vinte minutos, algumas horas, eu não sei não dona’ .

Não satisfeita com a resposta pedi que o mesmo me deixasse manter contato com o gerente da agência – o Sr. Cícero Romão, que se encontrava em sua mesa como eu pude ver pelo lado de fora da agência. O segurança me disse que eu esperasse, uma vez que o sr. gerente estava em reunião.

E assim fiquei: cerca de 40 minutos, em frente ao caixa eletrônico de pé, sem atendimento algum. Voltei à porta da agência, reclamei a presença do gerente, que veio (mas, de má vontade) e me atendeu pela fresta do vidro da porta da agência (dizendo que eu deveria esperar, pois daqui um tempo a máquina expeliria o envelope), saindo sem me dar mais explicações.

Fiquei na porta da agência, sem ser atendida e com um cheque, assinado e devidamente preenchido dentro de um envelope retido na máquina. Só fui atendida quando perdi parte da educação e ameacei acionar a polícia (saindo da agência e indo a delegacia mais próxima).

Quando levei a conversa para tal rumo, eis que o gerente – o Sr. Cícero Romão veio atender-me (mas, com um humor “daqueles”). Deixou-me esperando sentada no interior da agência e saiu para tentar resolver o caso. Nesse ínterim, uma funcionária – Tereza, dirigiu-se a até mim, dando-me um prévio atendimento, mas, logo saindo.

Quando a mesma volta para atender-me, duas pessoas que observavam o caso do lado de fora da agência vêem a citada funcionária apontar para mim (nas minhas costas) e rindo para outra funcionária ao seu lado, encenando um gesto que se assemelha ao ato de beliscar alguém.

Finalmente depois de uma hora de transtorno, caras feias e mau atendimento, consegui recuperar meu cheque. Pode haver uma coisa dessas? Um correntista de um banco ser atendido dessa maneira? Se os diletos funcionários da CEF – River Shopping lidam desse modo com pessoas que sabem dos seus direitos e possuem instrução, imagine o atendimento que eles devem dispender aos que não possuem informação, aqueles que vão sacar benefícios, as pessoas da periferia e do interior? O funcionalismo público deveria combinar com a presteza, a cordialidade e o bom atendimento. Gostaria de ver o meu desabafo publicado para que a situação não se torne a repetir, uma vez que cliente merece ser bem atendido!    

Leitora do Blog desabafa contra mau atendimento na Caixa Econômica

  1. Na Tampa disse:

    Mesmo que tenha acontecido um pedido ao segurança e ao gerente, com aquela dose imperativa e ou de pedantismo que muitas pessoas não coseguem esconder, o funcionário de qualquer banco tem que está preparado para administrar com elegância situações assim. Não se pode adimitir atendimento desta forma. O atendimento tem que ser total, do contrário enquadre-se o funcionário como imcompetente para esta atividade.

  2. Bento Gonçalves disse:

    Essa conduta é uzeira e vezeira destes bancos e seus funciónarios, se acham uns deuses, acima de tudo e de todos, estão pouco se lixando porque sabem que a gente reclama e não dá em nada. E quem deveria fiscalizar (inclusive o tempo de espera nas filas) não faz. mas fica o registro da leitora, inclusive dando nomes aos bois, o que acho mais válido.

  3. MARTA CONCEIÇÃO disse:

    A caixa Economica Federal esté entre os piores atendimentos pessoais do país, sao daos estatisticos, recomendaria a esta Sra. ja que o fato foi presenciado por testemunhas que procurasse o Ministerio Publico Federal para uma representação criminal e a Justiça Federal para ação de indenização por danos morais, que país é esse?

  4. Gemadacosta disse:

    Prezada Ana Rufina, acharia interessante a senhora fazer uma denúncia para a ouvidoria da Caixa Econômica. A ouvidoria é um canal excelente para fazer esse tipo de denúncia, pois com certeza absoluta o fato vai ser apurado.
    Na ouvidoria a senhora será contactada bem como o incompetente gerente e demais funcionários.

    Carlos Brito o seu blog tá de parabéns, moro no RJ e fico por dentro de tudo que acontece em Petrolina por ele.

  5. Ana Rufina de Matos disse:

    Carissímos,

    Obrigada pelas sugestões.
    Estou a par de toda as providências a serem tomadas. O meu registo aqui, ou melhor desabafo, vem com o intento de fazer com que as pessoas não silenciem diante de tais casos. Uma vez que de tanto ocorrerem as agruras e de tanto os sujeitos silenciarem acerca delas, as tais agruras tornam-se algo comum, banal.
    Mesmo havendo tal fato, creio que em meio a esse funcionalismo público corroído existam ainda funcionários competentes e compromissados com a sua função.

  6. SGBJ disse:

    Quero fazer a defesar dos seletos funcionários da caixa,ag.shopping.sou também correntista deste e sempre observei o belo atendimento prestado e a satisfação de seus funcionários em nos atender.Pensamentos;”Tem clientes que tratam servidores públicos como escravos e não vê que ali também são seres humanos,pessoas com sentimentos,com familias e tem problemas como nós ..”
    Também é sabido as enormes dificuldades que os funcionários passam como: A FALTA DE CONTRATAÇÃO DE SERVIDORES,A FALTA DE MATERIAL DE APOIO AO TRABALHO…ETC(obs:As cidades crescem,a população aumenta e o numeros contratação de servidores não acompanham este crescimentos.E o governo ainda suspendeu concursos programado para este ano).
    Por isso,quero rasgar enormes elógios a todos da C.E.F e em especial a Cicero e Tereza.

    A senhora não é mesma que no mesmo dia já havia discutido com um funcionário do banco Itaú e posterior com uma funcionária da Lojas Rabelo?.

  7. João disse:

    Quero registrar minha indignação com o Sr. Carlos Britto, que acatou e publicou a estória relatada pela Srta. Ana, sem sequer ter o mínimo de respeito aos funcionários citados no depoimento da leitora;

    Entendo o que a cliente sentiu com o ocorrido, pois já passei por situações semelhantes e fui buscar sim meus direitos, no entanto, ela omitiu algumas informações importantes em sua versão e foi super infeliz quando acusou o segurança de ser debochado, o Cícero Romão de a atender com mal humor e a Tereza de fazer gestos estranhos referindo-se a ela; o fato de ter recebido inicialmente orientações desencontradas ou informações confusas, não a credenciam a fazer esse tipo de agressão àquelas pessoas, que mesmo após uma extensa jornada de trabalho, mesmo depois de quase duas horas após o encerramento do atendimento aos clientes, isso mesmo, já eram quase 18h, essas pessoas, imbuídas de um espírito profissional que ultimamente tem sido resgatado com muito orgulho pelos funcionários públicos daquela casa, foram tentar resolver o problema da Stra. Ana, motivado por uma falha mecânica de uma máquina no auto-atendimento.

    Apesar de leigo em relação ao assunto, entendo que o nobre Jornalista, que com certeza, pauta suas atitudes do dia-a-dia no universo da ética pessoal e profissional com bastante propriedade, deveria ter procurado as pessoas citadas por ela para averiguar a veracidade dos fatos e só depois disponibilizar, na íntegra, as duas versões do acontecimento neste veículo de comunicação;

    Espero ter contribuído para a clareza dos fatos e quero reiterar aqui meu apoio ao pessoal da Caixa, que sem termais obrigação nenhuma, atendeu plenamente a cliente.

  8. Ana Rufina de Matos disse:

    Caro SGBJ,
    Infelizmente, não sou quem você afirma.

    Meu caro João,

    Que a CEF possui funcionários excelentes e preparados isso é um fato, mas, há que se levar em conta as exceções e os fatos atípicos. Não possuo medo de cobrar o que é meu por direito e te lanço o seguinte questionamento: O dileto sr. iria para casa feliz e sorridente com uma quantia de aproximadamente mil reais em um envelope com uma operação de depósito não concluída, pelo fato de o caixa eletrônico ter travado?
    Ah! Sou-lhe imensamente grata por o Sr. ter alertado-me, que os funcionários da agência não possuem nada a ver com o que lá se passa, mesmo tendo acabado o expediente e eles se encontrando no interior da agência.
    Não venho aqui espalhar calúnias, venho apenas desabafar o mal atendimento que recebi.
    Ademais, querido “João” não tenha medo de expor suas opiniões e mostrar que sois de verdade. Pois, expor o que se pensa revestindo-se de psudêonimos é muito fácil. Difícil é ter opiniões, defendê-las e assumir-se perante tais gestos.

  9. Leila disse:

    Li o desabafo da Srta. Ana e também os comentários dos leitores do respeitável blog. E me veio uma dúvida: João é funcionário da referida agência? Por que só quem é bobo que não enxerga isso.

    O mau atendimento impera na CEF.
    João, não se esconda, quem fala a verdade não precisa de nomes falsos.
    Cliente algum em seu perfeito juízo, deixaria qualquer valor “preso” num caixa eletrônico sem ter sido completado o depósito.
    Os clientes do referido banco merecem mais respeito.
    O João deve ser daqueles que pensa que ser funcionário e estar dado para ao atendimento se limita a um horário marcado no relógio de ponto. Acho que sendo eu, funcionária da agência, mesmo fora do meu horário e num infortúnio desses, atenderia sim a cliente, enfim, eu ainda permanecendo na agência, mesmo fora de horário de expediente não seria transtorno algum auxiliar um cliente com problemas.
    Há nesta agência funcionários prontos para o bom atendimento, nem todos são dados a pequenices, mas, exceções existem.

    Só a título de informação, anexo uma tabela do BC, em pesquisa realizada em março/2009 sobre reclamações de clientes contra instituições financeiras do país. Será que a cliente está louca? Ou será que o mal atendimento é coisa fantasiosa?

    Santander – Fornecimento de informação (25,74%)
    Itaú – Atendimento (14,13%)
    HSBC – Atendimento (16,25%)
    Caixa Econômica Federal – Atendimento (27,13%)
    Bradesco – Fornecimento de documentos (24,75%)

    Aquele que cala perante o mal tratamento e as injustiças é plenamente conivente com elas.

  10. Gabriel disse:

    Caixa Econômica Federal (CEF) – Sinônimo de Mau Atendimento e Desrespeito aos Clientes

    Sou cliente da Caixa há mais de 30 anos na agência PAB. Faculdade de Engenharia, no.: 0843, conta 595-0, mas pretendo encerrar minha conta neste banco após a minha última experiência com o mesmo durante processo de quitação de financiamento referente à construção do meu apartamento situado á Rua Dom Modesto Augusto 102, Bairro Coração Eucarístico em Belo Horizonte, CEP:30535-430, pelo sistema SFH junto à Agência Tupinambás, no: 0081-7, em Belo Horizonte.

    Após acerto por meio de negociação com a CEF/EMGEA decidi quitar meu financiamento com a CEF. Dirigi-me à mencionada agência para efetuar o pagamento no dia 07/06/2010. Para fazer a quitação do contrato no.: 1.0081.0103.320-7, fui orientado a me dirigir aos caixas situado no subsolo da agência, onde aguardei por mais de 1,5 hora, sem conseguir ser atendido. Neste período, após pegar uma senha de atendimento, fiquei observando indignado o padrão de atendimento da CEF. Havia centenas de pessoas aguardando atendimento, mais da metade delas de pé, incluindo muitos idosos com evidentes limitações físicas devidas à idade avançada. Muitos estavam aguardando pacientemente o recebimento de benefícios sociais, cujo agente pagador é exclusivamente a CEF. É revoltante o descaso demonstrado pela CEF com esta gente humilde, pois a CEF é remunerada pelo Governo Federal, certamente muito bem, para prestar estes serviços de péssima qualidade. Após aguardar 1,5 horas e não ser atendido procurei os funcionários do setor de habitação da agência e reclamei muito. Consegui ser atendido no sistema de atendimento preferencial e paguei o saldo devedor do meu contrato. Fui orientado a voltar à agência depois de trinta dias para buscar a Carta de Liberação de Hipoteca.

    Após o prazo estabelecido pela CEF, retornei à mencionada agência, onde recebi a referida Carta, tendo sido orientado a procurar o cartório situado na Av. João Pinheiro, 152, em Belo Horizonte, para fazer o reconhecimento da firma do gerente Danilo Simões de Sousa (matrícula 041.079-0) que assinou o documento pela CEF. Mesmo aborrecido por ter de reconhecer firma do gerente da CEF, pois entendo que seria obrigação da CEF entregar o documento com firma reconhecida, fui ao citado cartório onde constatei que existia a firma do Sr. Danilo Simões de Sousa. Voltei à agência e fui orientado a procurar outro cartório na Av. Afonso Pena 981, Lj. 971, onde consegui reconhecer firma do gerente.

    De posse da Carta de Liberação de Hipoteca com firma reconhecida, fui ao Cartório do 1º. Ofício de Imóveis para proceder à liberação da hipoteca. Fiquei estarrecido quando o cartório me informou que o número de matrícula do imóvel constante na Carta de Liberação (no:23077) não correspondia ao imóvel financiado pela CEF e hipotecado. Voltei à Agência Tupinambás, no: 0081-7, onde o funcionário Robledo Fernandes Lemos me orientou a retornar após uma semana,pois iria solicitar o processo SFH ao setor responsável para verificar o número de matrícula do imóvel correto.

    Conclusão: estou cansado da incompetência e desrespeito perpetrados pela CEF contra os direitos do cidadão. A CEF é um banco oficial e tem uma série de exclusividades de prestação de serviços como tal, porém não está retribuindo com serviços de qualidade minimamente aceitável. Até quando ficaremos à mercê desta situação? O que se vê é o mesmo que acontece com empresas estatais como a Petrobras, que polui absurdamente o Brasil com óleo diesel de baixíssima qualidade, despejando toneladas de enxofre na atmosfera ao negar a cumprir metas de redução de poluentes nos combustíveis produzidos.

    Gabriel de Oliveira Ribeiro
    Rua Dom Modesto Augusto 102, apto.:300
    Bairro Coração Eucarístico
    30535-430 Belo Horizonte MG
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    gabriel.o.ribeiro@gmail.com

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