Justiça condena em 1ª instância Manoel da Acosap por agressão a Cristina Costa em debate de rádio, mas vereador pode recorrer

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A vereadora Cristina Costa (PT) levou a plenário na última sessão do ano na Casa Plínio Amorim, realizada ontem (20), um parecer do 1º Juizado Especial Criminal de Petrolina, que condenou o colega de Legislativo da petista, Manoel da Acosap (PTB), a três meses de detenção e a uma indenização de dez salários mínimos a Cristina, por calúnia e difamação. Segundo a vereadora, a pena de reclusão pode ser revertida em prestação de serviços à comunidade.

A sentença refere-se “à forma violenta” como Manoel tratou Cristina após um debate realizado em janeiro do ano passado, na Rádio Jornal de Petrolina. O motivo foi o não pagamento do salário dos servidores da saúde, referente a dezembro de 2016. Segundo o vereador, Cristina alegou que isso aconteceu por um erro da Câmara Municipal em relação ao Orçamento aprovado para 2017. Manoel, porém, discordou porque o salário de dezembro ainda era da gestão do então prefeito Julio Lossio (PMDB), e não do seu sucessor Miguel Coelho (PSB).

Os dois elevaram o tom e Manoel, ao tentar deixar o estúdio, teria sido impedido por Cristina, a qual tentou segurar a porta, sendo empurrada em seguida pelo colega. O episódio rendeu um boletim na Delegacia de Polícia Civil (PC) e foi parar na justiça.

Ao comentar na tribuna a decisão judicial, Cristina disse que o resultado não a “deixou feliz”, menos por um detalhe. “Ninguém está acima da lei. Quero dizer às mulheres que se sentirem ameaçadas ou oprimidas, que sofrem com atitudes machistas, procurem a justiça para atendê-las”, declarou. “Sempre buscarei a justiça os interesses da sociedade de Petrolina e, principalmente, das mulheres”, completou.

Contestação

Questionado pela imprensa, Manoel da Acosap afirmou que ainda pode recorrer dessa decisão. “O processo ainda está em andamento”, afirmou Manoel. Ele informou que, além do processo ganho nesse momento por Cristina, o qual foi divulgado na última sexta (14), há outros dois em tramitação. “Um deles, em segunda instância, foi favorável a mim”, revelou Manoel.

O vereador adiantou-se em dizer também que não fará um pronunciamento definitivo acerca da decisão, seja a favor ou contra ele, enquanto o parecer favorável a Cristina não seja esgotado em todas as instâncias.

Manoel, que contestou sua colega sobre a possibilidade de um acordo entre as partes, reconhece ter se excedido no episódio do debate, mas afirmou que Cristina também o teria agredido. O vereador, que foi garçom em Petrolina por muito tempo e também faz parte da categoria dos agentes de saúde, argumentou que sempre foi uma pessoa tranquila e considerou esse fato com sua colega de Legislativo como “algo isolado”.

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