Impasse: Chapa oposicionista critica “manobras” do atual presidente do Sindicato da Construção Civil de Petrolina

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Foto: Blog do Carlos Britto

Com eleições marcadas para o próximo dia 29 de novembro para escolher sua nova diretoria ou manter a atual, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Petrolina (Sinticon) vive um impasse que já foi parar na justiça. Tudo porque o presidente e candidato à reeleição da entidade, Pedro Portugal, é acusado de manobras autoritárias para prejudicar a chapa de oposição.

Em entrevista ao Blog, o candidato a presidente e adversário de Portugal, Evaldo Braga (mais conhecido entre os colegas por ‘Pombo’), critica o atual presidente por ‘atropelar’ o estatuto do Sinticon em vários pontos ao decidir impugnar a chapa oposicionista, sob a justificativa de que os seis componentes não estavam aptos para a disputa.

Segundo Braga, o próprio Portugal foi quem recebeu a chapa adversária para ser inscrita no pleito, por volta do último dia 13 de outubro, quando na verdade essa tarefa caberia a uma comissão eleitoral (que sequer foi criada). Além disso, o estatuto prevê um prazo de cinco dias para a análise de toda a documentação, publicar a chapa inscrita e, após essas etapas, mais cinco dias para só então impugná-la. “Ele (Portugal) não atendeu nenhum desses prazos, Na quarta-feira, dia 15, eu liguei pra ele pedindo a ele a apresentação de sua chapa para que eu pudesse analisar, mas me pediu para ir ao sindicato e queria me entregar uma ata que ele mesmo fez, o que também não pode, mas ele se acha no direito, querendo que eu assinasse a ata dizendo que ele tinha impugnado minha campanha, e que estava tudo dentro da lei. Não assinei, inclusive rasguei e joguei na mesa dele”, desabafa.

Ele entrou com recurso para garantir a inscrição da chapa, mas também não obteve êxito. Mesmo assim, assegurou que não desistirá. “Dei entrada no Ministério Público para pedir providências e estou entrando contra ele na justiça, através dos meus advogados, Mas enquanto isso nós estamos trabalhando, distribuindo panfletos, informando que nó somos continuamos sendo a chapa 2, quer ele queira ou não”, frisa.

Delação

O candidato oposicionista acusa ainda Portugal de algo mais grave. No dia em que a chapa foi inscrita e entregue ao presidente, os 12 integrantes (incluindo seis suplentes) colocaram os contatos telefônicos das empresas em que prestam serviços. “Ele saiu telefonando para todos os 12 patrões para que nos demitissem”, revelou Braga, que até o momento foi o único demitido. O coordenador do Movimento Luta de Classes, Rodrigo dos Santos, que dá suporte à chapa oposicionista, disse que a eleição pode até ocorrer no dia 29, mas dessa forma será ilegítima. Portanto, ele está otimista que tanto o MPPE quanto a justiça analisem esse impasse e deem ganho de causa à oposição para tornar o processo dentro dos trâmites legais, assim como já intervieram nas eleições de outros sindicatos no Estado. A reportagem tentará um contato com o presidente sobre o assunto.

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