Igreja vai denunciar interrupção da gravidez da menina de 9 anos ao MPPE

por Carlos Britto // 04 de março de 2009 às 21:00

A saída da menina de nove anos que está grávida de gêmeos do hospital gerou protestos da igreja. O arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, chamou os pais da menina para uma conversa.

A criança recebeu alta do Instituto Materno-Infantil Professor Fernando Figueira (Imip), no Recife, na noite da última terça-feira (3). Ela engravidou depois de ter sido abusada sexualmente pelo padastro.

O encontro reuniu, além do arcebispo, o advogado da arquidiocese, Márcio Miranda, o pai da menina grávida, Erivaldo Francisco dos Santos, o pároco de Alagoinha, padre Edson Rodrigues, e dois conselheiros tutelares, também do município.

De acordo com eles, a mãe da menina teria sido convencida a assinar o pedido de alta da criança. “A aprovação por escrito da mãe só veio porque um homem pediu para conversar a sós com ela e fez ela mudar de idéia em relação ao aborto”, afirmou o Padre Edson Rodrigues.

Erivaldo Francisco contou a conversa que teve a sós com a assistente social do Imip. “Ele falou que a mãe já tinha assinado toda a documentação, e então eu aceitei”, afirmou o pai da menina.

Para o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, a violência sofrida pela menina não justifica o aborto. “A menina engravidou de maneira totalmente injusta, mas devemos salvar vidas”, disse. “A igreja sempre condenou e vai continuar condenando o aborto”.

O advogado da Arquidiocese de Olinda e Recife, Márcio Miranda, afirmou que vai denunciar o caso ao Ministério Público de Pernambuco ainda nesta quarta-feira (4). A ideia é impedir que o aborto aconteça. “O artigo primeiro da Constituição Federal prevê o princípio da dignidade do ser humano e da preservação da vida”, afirmou. “Acima de qualquer lei, está a lei de Deus”.

De acordo com o Imip, o hospital foi obrigado a dar alta, uma vez que a garota não corria risco de morte, e esse é um direito que assiste a quem tem a guarda da criança. Ainda de acordo com o Instituto, a mãe da menina assinou um termo se responsabilizando pela saúde da filha.

O padastro da menina, Jailson José da Silva, confessou o crime, e está preso na Delegacia de Pesqueira, no agreste do Estado.

Fonte: pe360graus

Igreja vai denunciar interrupção da gravidez da menina de 9 anos ao MPPE

  1. Dom JOSÉ???? disse:

    Esse Dom JOSÉ CARDOSO SOBRINHO parou no atraso e só faz espantar as ovelhas!
    Que Bispo….! Pobre igreja católica que tem um sujeito como esse mandando e desmandando em Recife e Olinda! Ave maria mil vezes!

  2. EU... disse:

    Este arcebispo, não sabe o que quaer defender. Ele briga com os padres, briga com os tarados, briga com o povo que quer usar camisinha para se proteger das doenças, briga agora com quem autorizou o aborto. Palavras dele:

    “A igreja sempre condenou e vai continuar condenando o aborto”.

    Ôh Sobrinho, vai se aposentar e criar galinha por rapá!!!!

  3. Marina Lundgren disse:

    Sem comentários…. Se a luta é em favor da vida, então a garota deve ser priorizada; pois é ela, quem sofre, desde a infância, com traumas e riscos, que perdurarão, de forma inconsciente, por toda a vida…

  4. Opara disse:

    A Igreja é como uma associação… não cabe a ninguém de fora condenar. Quem não concorda procure a igreja, cujos dogmas melhor reflita suas necessiadades. Muitos se dizem religiosos, mas poucos praticam a religião. Crer em Deus é uma coisa; ser religioso é outra. No Brasil, a maioria pratica a religião da conveniência. Também sou contra a continuidade de uma gestação indesejada. No entanto, tenho a opinião de que a Igreja tem legitimidade em ser contra. Não sou católico, mas acredito que a Democracia é a melhor forma de se viver em sociedade. E o que a Igreja faz está dentro da democracia.

  5. O Doido de Pedra disse:

    Este padrasto devria ser transformado em sabão pra lavar cachorro.
    Quanto a questão da excomunhão é uma questão interna da Igreja e só é assim porque eu não posso me intrometer. Se me fosse possivel, esta e outras coisas já tinham sido modificadas na Igreja.

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