Flexibilização de regras para posse de armas divide opiniões de lideranças em Pernambuco

por Carlos Britto // 16 de janeiro de 2019 às 13:29

Paulo Câmara. (Foto: SEI-PE/Divulgação)

O decreto que flexibiliza as regras para a posse de armas no Brasil dividiu a opinião de políticos pernambucanos. Novas propostas, para facilitar o acesso e mesmo o porte de armas, devem ser remetidas ao Congresso nas próximas semanas. Líder do PSB, o deputado federal Tadeu Alencar (PSB) acredita que a “iniciativa unilateral” do chefe do Executivo prejudica a discussão de um tema que pode trazer prejuízos à sociedade. O deputado federal eleito Fernando Rodolfo (PHS), por sua vez, entendeu que a decisão foi acertada e atende ao desejo da população, que escolheu nas urnas o programa de Bolsonaro, no qual a questão das armas era prioritária.

Responsável pela condução de políticas de segurança pública, o governador Paulo Câmara (PSB) afirmou ser contra a flexibilização do Estatuto do Desarmamento. “A gente entende que já há muita arma em circulação e, se colocar mais armas à disposição da população, isso pode ser muito pior para a violência. Sou muito cauteloso nesses temas, tem de ser melhor discutido, precisa se olhar para o que foi feito no mundo em relação a isso. E o que tem de ser discutido é políticas públicas, que façam nossos jovens não encontrar no mundo crime”, declarou ele à GloboNews.

O deputado Tadeu Alencar criticou a falta de debate com que a decisão foi tomada. “O presidente desconsidera o Congresso como instância de debate de questões importantes para o País. A gente precisa se debruçar com mais vagar, mas é possível que haja invasão da competência do Legislativo e, com isso, a possibilidade de conter inconstitucionalidade no ato”, aponta, corroborando com a estratégia da oposição, que deve contestar judicialmente o decreto.

O socialista reconhece que o ambiente, no Congresso, pode ser facilitador de normas desse tipo, diante da eleição de quadros conservadores. “Mas que seja o Congresso a promover o debate e aprovar uma legislação. Assim como o porte, a posse é igualmente provocadora de um clima de instabilidade, de beligerância. É o retorno a momentos que a gente, do ponto de vista da humanidade, já superou há muito tempo. O cidadão prover a própria segurança. É um faroeste“, alerta.

Ao contrário dos demais, o deputado Fernando Rodolfo, que fez campanha para Jair Bolsonaro, entende que a medida foi positiva e beneficiará especialmente moradores da zona rural. “O policiamento na zona rural é precário. Em Caruaru, de onde eu venho, você tem 40 mil habitantes na zona rural e apenas duas viaturas da patrulha rural. É uma piada, praticamente impossível seis policiais darem conta desse quantitativo“, aponta. “Na verdade, a posse nunca foi proibida. Bolsonaro só está desburocratizando alguns pontos“, alega.

Outras medidas

O parlamentar defende que outras medidas sejam tomadas para ampliar o combate à violência, como a criminalização do uso de celular nos presídios e o fim das saídas temporárias. “O grande marco de proposta de Bolsonaro foi a segurança pública e a bancada do PSL tem esse mesmo entendimento. Eu fui eleito defendendo o fim de regalias para bandidos“, argumenta. “Quem votou em Bolsonaro queria andar armado, queria ter a posse“, explicou Rodolfo. (Fonte: Folha de PE/Blog da Folha)

Flexibilização de regras para posse de armas divide opiniões de lideranças em Pernambuco

  1. JOAQUIN TEIXEIRA disse:

    Na cidade, eu diria que nada vai mudar. No campo, os conflitos tendem a aumentar.
    Uma curiosidade: no Reino Unido tanto a posse como o porte de armas por civis são proibidos.

    1. Defensor da liberdade disse:

      Só que lá não tem essa bosta de polícia de que temos aqui não, lá a taxa de solução de crimes é superior à 80%, aqui não chega nem aos 10%. E o povo aqui ainda paga pau para essa polícia incompetente.

  2. Altair disse:

    Os políticos de Pernambuco não são contra armas pq tem seguranças armadas e dezenas de policiais para proteger eles e as suas famílias. A questão é de controle social, e se tem armas demais em Pernambuco, essas armas não são nas mãos de cidadão mas, nas mãos de bandidos. O estado não é onipresente. O estado não é meu pai ou minha mãe que diz o que devo ter ou não, o pernambucano tem o direito de escolher a legítima defesa!

  3. Canuto disse:

    Claro que o governador e seu partido não gostaram, são defensores e coniventes com os marginais. Para eles os cidadões de bem só existem para sustentar vagabundos.

  4. Marcos disse:

    E só começar a contabilizar notícias de mortes a partir de quando começar a população rica ou média, dircursao em casa com a mulher, filhos porque pra que matar de facada se de arma pode né? Já se mata pouca mulher no Brasil. País piada comandada por comediantes e aplaudida por palhaços.

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