FBC garante que Brasil pode sair da crise sem recriar CPMF

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23.10.15_CNM_Recife_PactoFederativo2 (1)Diante de prefeitos e lideranças políticas de todo o Nordeste, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) afirmou que o Brasil pode sair da crise econômica sem a necessidade de recriar a CPMF. Segundo o senador, há outros caminhos que podem ser tomados sem um imposto cumulativo, que distorce os preços ao longo das cadeias produtivos e penaliza as camadas mais pobres da população.

“As soluções para a crise já são conhecidas pelo governo. Um imposto sobre grandes fortunas e heranças, por exemplo, poderia gerar uma arrecadação acima de R$ 16 bilhões por ano“, afirmou o senador. “Os ativos que estão no exterior, estimam os especialistas, chegam a 500 bilhões de dólares. Boa parte deste dinheiro pode e deve ser repatriado“, completou. FBCcitou como exemplos os Estados Unidos e a Alemanha, onde já há impostos semelhantes. “Temos que cobrar mais de quem pode pagar mais; é assim que acontece nas maiores nações do mundo. Somos um dos únicos países do mundo que não taxa sobre dividendos“, ressaltou o senador, sob aplausos.

Relator da Comissão Especial para o Aprimoramento do Pacto Federativo (CEAPF) no Senado Federal, o senador fez duras críticas ao governo federal, afirmando que houve muita demora para reconhecer as dimensões da crise e falhas sucessivas na condução da economia. Ele lembrou que os primeiros alertas foram dados ainda em 2013, pelo ex-governador Eduardo Campos, que já defendia os cortes nos gastos públicos e um novo pacto federativo.

Nenhum país sai da crise sem um verdadeiro corte de gastos. É um remédio amargo, mas que precisa ser tomado”, disse Bezerra Coelho. Para o senador, a revisão do destino do ICMS é uma necessidade urgente, especialmente para o Nordeste. “O ICMS precisa deixar de ser um imposto de produção para ser um imposto de consumo. É na ponta, no consumo, que se deve pagar a maior parte deste imposto“, defendeu.

5 COMENTÁRIOS

  1. Quem fomentou a crise com suas obras à preços astronômicos, gastaram tanto em tão pouco tempo que nem o país crescendo a sete por cento ao ano abasteceria o alforge daqueles que tocaram as obras, dinheiro não e feito de borracha, é inelástico, taxar grandes fortunas está na CF de 88 mas nunca vai sair da falta de regulamentação principalmente se o plano for atrelado ao repatriamento dos 500 bi extra caixa mantidos no exterior,não vão legislar contra si mesmos nem deputados, nem senadores e nem sonegadores. O jeito é manobrar de alguma forma para fechar o orçamento, quem vai pagar? A massa dos expropriados vai arcar com o ônus até mesmo os míseros que recebem o bolsa família podem fazer parte dessa lista, enquanto o bônus político cabe à mídia destinar para algum salvador da pátria de plantão… Esse país pode crescer sim muito e com consistência mas há que se reduzir com a corrução e suas ramificações assim como seus ramos.

  2. Eu fico tentando imaginar que uma pessoa que possui uma fortuna vá defender um imposto sobre grandes fortunas. Juro que tento várias vezes acreditar nesse discurso, mas não consigo fazer entrar na minha cabeça.

  3. Falar em criar imposto, Paulo Câmara enviou à Assembleia Legislativa projeto de aumento de tributos que foi aprovado em apenas 3 dias. O governo meteu a mão no nosso bolso e ninguém reclamou. Justiça, Imprensa, Ministério Público e a Sociedade se calaram, uma prova de que não temos oposição neste Estado-Federal e que vivemos em uma ditadura!

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