Ex-ministro e coordenador de comitê do Consórcio Nordeste diz que Anvisa “foi política” ao barrar Sputnik

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Foto: G1/reprodução

O coordenador do comitê científico do Consórcio Nordeste, o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Sergio Machado Rezende, afirmou ao UOL não ter dúvidas de que a decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de vetar a importação da vacina russa Sputnik foi política, e que os argumentos usados para isso foram “surpreendentes”, absurdos”.

Segundo Rezende, a Anvisa já aprovou duas vacinas que têm adenovírus em sua composição: a de Oxford e a Johnson & Johnson. Para ele, o argumento levantado foi uma surpresa. “A vacina do laboratório Gamaleya também o utiliza como vetores virais. No caso, usa dois adenovírus cujo papel é criar imunidade nas pessoas. A decisão trouxe uma informação que surpreendeu todos especialistas na área: a de que o adenovírus usado pela Sputnik é replicante, ou seja, ela replicaria nas pessoas, quando o papel do vírus é exatamente o oposto. As pessoas não sabem de onde a Anvisa tirou essa informação“, argumenta.

O cientista afirma que caberá agora à Agência responder aos questionamentos de como chegou a essa conclusão – argumento até então inédito. “Essa informação tem de ser esclarecida nos próximos dias. Mas ela tomou a decisão usando, além do argumento técnico de adenovírus replicante, vários outros que não fazem o menor sentido“, diz.

Rezende diz que uso político da Anvisa foi visto também no processo de aprovação da CoronaVac, do Instituto Butantan, em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Outros países

O coordenador do comitê científico do Consórcio Nordeste alega ainda que, dos 61 países que já usam a vacina em suas populações, pelo menos dois têm análises já avançadas que demonstrariam a total segurança da vacina. (Fonte: UOL)

2 COMENTÁRIOS

  1. Com certeza o nobre ex-ministro, foi escolhido ministro, pelos superpoderes da política e não por ser o melhor para o cargo, logo é farinha do mesmo saco.

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