Ex-dirigente do Petrolina acredita que reforma no estádio seria mais coerente que venda e desportistas prometem mobilização

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Luizinho - PetrolinaA classe de desportistas de Petrolina deve organizar um movimento, ao estilo ‘O Vale Acordou’, contra a venda do Estádio Municipal Paulo de Souza Coelho. O projeto de lei, derrotado na última legislatura na Casa Plínio Amorim, foi reeditado pelo prefeito Júlio Lóssio (PMDB) e poderá ser votado pelos vereadores logo após o recesso, em agosto.

A mobilização ainda está sendo formatada e será anunciada em breve. Mas não estará sozinha. Os próprios integrantes do Movimento ‘O Vale Acordou’, que se reunirão hoje (6) mais uma vez no Parque Josepha Coelho para uma nova manifestação do grupo, deverão priorizar essa pauta.

Desportistas dos mais conhecidos na cidade, Luiz Leonardo de Lima, o ‘Luizinho’ (foto), é um dos que encampam a bandeira contra a venda do estádio.

Fundador do Petrolina em 1998 e presidente da Fera Sertaneja em 2005, até hoje ela dá sua parcela de colaboração com o esporte petrolinense, mesmo afastado do futebol. Foi Luizinho, por exemplo, quem ajudou a alojar os jogadores da Fera Na Ilha do Sol, e ainda providenciou medicamentos, na crise econômica que atingiu o clube, em 2012.

Deixando claro que seu posicionamento não tem nenhuma ligação com cores partidárias, o ex-dirigente da Fera justifica que desde sua época, até hoje, a cidade não tem uma logística de treinamentos adequada para os dois principais clubes de Petrolina – a Fera e o 1º de Maio.

Nós treinávamos no campo do Sesi, que hoje está completamente danificado, em campos de areia, no antigo Espacial, e até pedíamos emprestado a amigos o Centro de Treinamento em Juazeiro”, lembrou Luizinho, acrescentando que, sem o estádio, a situação tende a piorar.

Ele acredita que o mais coerente seria a prefeitura investir numa ampla reforma do Paulo de Souza Coelho, o que inclusive estimularia o esporte amador na cidade – hoje, praticamente deixado em segundo plano. Luizinho rebate ainda as críticas sobre a localização do estádio (chamado de ‘elefante branco’) no Centro da cidade, justificando que os clubes do Recife, como Sport e Santa Cruz, também têm seus estádios em áreas centrais. E disse acreditar que Petrolina poderia seguir o exemplo de Salgueiro, que reformou o Cornélio de Barros. “Lá, a prefeitura buscou parcerias do governo federal, estadual e da iniciativa privada”.

Arena

Para reforçar seus argumentos, Luizinho desconfia que a venda do estádio – caso se concretize – seja mais uma a ficar sem explicações sobre onde a Prefeitura de Petrolina investiu o dinheiro, a exemplo de outros imóveis públicos já vendidos. Garantindo que estará na Câmara no dia da votação do projeto, junto com outros desportistas, ele disse esperar uma sensibilidade maior dos vereadores em relação ao assunto, já que hoje vê poucos na Casa comprometidos em barrar a venda.

Apesar de não ser contra a construção de uma arena multiuso em Petrolina, o ex-dirigente avalia que os clubes terão dificuldades em jogar e treinar no espaço. “Além de ser cara, com a arena você vai sair de um patrimônio público para o privado. Se o Petrolina quiser treinar lá, por exemplo, vai ter de pagar aluguel”, finalizou.

2 COMENTÁRIOS

  1. Acreditar que o resultado da venda do estádio seria direcionado para a construção da Arena é o mesmo que acreditar em Papai Noel, Mula sem Cabeça, Saci Perere, Nego D”Água.
    Mesmo assim só daria para fazer a fundação.
    Mais uma mentira que querem nos impingir.
    Vamos ocupar a Camara Municipal e impedir tal tragédia para nossa Petrolina.
    Já basta certos ocupantes daquela casa que temos que engolir.

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