Esquenta o debate sobre novo Enem na Câmara de Vereadores de Petrolina

por Carlos Britto // 18 de maio de 2009 às 21:51

A audiência sobre o novo Enem esquentou na Casa Plínio Amorim.

O presidente do Diretório Acadêmico (DA) de Medicina da Univasf, Flávio Arcângelis, disse que o novo modelo de vestibular baseado no novo Enem vai excluir os estudantes da região.

Flávio, natural do estado de São Paulo, afirmou que ele é a prova de que a Univasf não cumpre o papel social a que se propôs, porque atualmente já existe mais universitário de fora da região do que daqui e isso tende a aumentar com o novo modelo.

A professora Vera Lúcia Medeiros também criticou o novo Enem, e principalmente a pressa com que o modelo foi adotado pela Univasf, “sem debater o assunto com a comunidade”.

Disse também que é a favor das cotas, com os estudantes da rede pública e da rede privada da região concorrendo respectivamente entre eles. Foi aplaudida de pé pelo público presente.

Já o vereador de Juazeiro, José Carlos Medeiros, defendeu que o novo Enem tenha uma segunda fase, para proteger os estudantes locais.

Esquenta o debate sobre novo Enem na Câmara de Vereadores de Petrolina

  1. ricardobanana disse:

    Temos que levar em conta mais uma coisa, o lobisno brasileiro quer agora se dar bem na educação com a unificação do social com o econômico. Se a unificação contempla as faculdades públicas e privadas o remanecente vai ficar com o privado. será que filho de pobre vai ter condição de pagar uma universidade particular ou se deslocar para outras regiões atráves de uma formação superior?

  2. PROJETO NM-03 disse:

    EM PRIMEIRO LUGAR, PARABENIZO A CÂMARA DE VEREADORES DE PETROLINA EM NOME DO SEU PRESIDENTE O VEREADOR OSÓRIO SIQUEIRA E OS AUTORES ( VEREADOR ALVORLANDE E OSINALDO), MOTIVADORES DE MAIS UMA AUDIÊNCIA PUBLICA DE MUITO INTERESSE E BEM ASSISTIDA POR UM PUBLICO QUE LOTOU A CASA PLINIO AMORIM. PENA QUE O NÚMERO DE ALUNOS AINDA ERA POUCO MAS, SUFICIENTE PARA SABERE O QUE QUERIAM OUVIR E DEFINIR O OBJETIVO DA AUDUÊNCIA. COMO JÁ IMAGINAVA A REITORIA DA FACULDADE DO VALE DO SÃO FRANCISCO NÃO SEGUE A RISCA O VERDAEIRO OBJETIVO QUE FOI LOGOMARCA DE ABERTURA DESSA UNIVERSIDADE. FOI DETESTÁVEL OUVIR O PRÓ REITOR MARCELO RODOPIAR SOBRE OS ASSUNTOS QUERENDO CAMUFLAR O QUE REALMENTE TINHA A DIZER. MAIS ESQUECENDO ELE QUE NORDESTINO NÃO É BURRO NÃO. APENAS TRABALHAMOS MUITO PARA SUSTENTAR ESSA CORJA QUE VEM DE OUTROS ESTADOS MAIS DESENVOLVIDOS POR OPORTUNIDADES DO QUE O NOSSO. TENHO CERTEZA QUE CENTENAS DOS QUE LÁ ESTIVERAM GOSTARIAM DE PARABENIZAR AQUELE ALUNO DE MEDICINA ( FLÁVIO ARCANGELIS), A PROFESSORA VERA LÚCIA DE JUAZEIRO E OS DOIS VEREADORES ANTERIORMENTE CITADOS, E DIZER DA VERGONHA QUE FOI OUVIR O VEREADOR PÉRSIO E O PRÓ REITOR QUE ENSAIDO PARA FALAR, NÃO OBTEVE SUCESSO. HÁ OS DEPUTADOS GONZAGA PATRIOTA E FERNANDO FILHO ( COM ATRAVÉS DE UM REPRESENTANTE) E A DEPUTADA ISABEL CRISTINA POR SE FAZEREM PRESENTES E SÓ LEMBRÁ-LOS QUE ESTAREMOS ESPERANDO POR UMA ATITUDE DESCENTE DOS MESMOS. POIS QUEM OS ELEGEU E PODERAM ELEGÊ-LOS CASO DEMONSTREM COMPETENCIA, FORAM OS NORDESTINOS DE NORDESTE….E NÃO DO SUL OU SUDESTE.

  3. o Penetra disse:

    Este Ver. Pérsio é uma piada como Vereador, querendo defender o Reitor simplesmente porque o seu Padrinho Osvaldo Coelho foi quem brigou para trazer o Reitor para Petrolina, eu fico feliz com os nossos representantes Gonzaga Patriota, Isabel Cristina, Cristina Costa, principalmente o Dep. Gonzaga Patriota que em vez de ficar brigando pelo nome da nossa universidade lutou sim para trazer a Universidade o povo precisava sim da faculdade independente do nome, mais sim que fosse implantada a nossa Faculdade.

  4. o penetra disse:

    Mais uma vez parabenizo os nossos representantes Gonzaga Patriota, Isabel Cristina, Cristina Costa, Ozinaldo e Alvorlande.

  5. Ivan disse:

    Fiscalize seu município
    Jaboatão, Cabo, Olinda, Caruaru e Petrolina vão embolsar da União, no próximo dia 25, R$ 707,92 mil, cada um, correspondente às perdas do primeiro trimestre deste ano no FPM. Já municípios pequenos, como Palmeirina, no Agreste, terão restituídos aos seus cofres apenas R$ 62. Confira quanto seu município vai embolsar no site http://www.cnm.org.br

  6. Jonhdeible disse:

    A Democratização do Ensino Superior passa pelo Novo ENEM

    A democratização do acesso à universidade pública é uma bandeira histórica defendida pelos movimentos sociais.

    O MEC no dia 8 de abril lançou uma proposta de criação de um novo exame nacional de avaliação do ensino médio (ENEM), e de um sistema de seleção unificada para o ensino superior. As instituições de ensino superior têm autonomia para decidirem se querem aderir ao novo sistema.

    Esta proposta de acabar com o vestibular que temos hoje como forma de acesso por si só não democratiza o acesso a universidade, mas certamente avança muito neste sentido. Essa medida deve vir acompanhada com o aumento de verbas para as universidades, com uma política de assistência estudantil, e principalmente com a melhoria dos ensinos fundamental e médio públicos.

    A proposta do MEC de unificar o acesso às universidades públicas e particulares através do ENEM, que será reformulado, traz uma discussão importante para dentro das universidades de disputa de projeto de sociedade, no sentido que traz mudanças significativas no acesso ao ensino superior e na política de permanência estudantil.

    Sempre defendemos uma nova forma de acesso e entrada nas universidades brasileiras. Isso sempre fez parte de um projeto de sociedade justa e libertária. A construção de uma Universidade Democrática e Popular também passa por democratizar e ampliar o acesso a ela. E na medida em que se amplia o acesso, e a democratiza, maior se torna a necessidade de garantir a permanência do e da estudante na universidade. Políticas de assistência estudantil se tornam fundamentais para garantir a construção dessa universidade. Para isso é necessário a garantia de recursos para assistência com rubrica específica.

    Do ponto de vista do acesso, a proposta amplia e democratiza a entrada dos e das estudantes no ensino superior. A proposta do novo ENEM prevê uma mudança radical dos critérios de avaliação cobrado para entrada no ensino superior. Saímos de uma avaliação conteudista, que não valoriza a capacidade de interpretação da juventude e que não respeita os parâmetros curriculares nacionais dos ensinos fundamentais e médios. A forma de vestibular que temos favorece a lógica de mercado da educação com a propagação exponencial dos cursinhos pré-vestibulares, que priorizam a decoreba de fórmulas e regras que não fazem o menor sentido para a realidade de nossa juventude. Defendemos uma forma de avaliação que valoriza a interpretação, a leitura, o raciocínio lógico e a análise do conteúdo aplicado a sua realidade e temas que cercam nosso cotidiano.

    Um ponto importante de se destacar é que o desempenho dos e das estudantes nas escolas públicas no ENEM é igual ou superior aos dos/das estudantes nas escolas particulares. Isso inverte a lógica dos vestibulares tradicionais conteudísticos que por sua natureza geram desigualdades de participação, onde prevalece a lógica financeira (condições de pagar um cursinho pré-vestibular, uma escola particular que não tem compromisso com uma educação emancipadora, mas apenas focada em um treinamento para fazer uma prova).

    Mas para superar de vez a lógica dos cursinhos pré-vestibular é preciso mais que mudar o conteúdo das provas. É necessário o estabelecimento de uma avaliação seriada, que os estudantes sejam avaliados nos 3 anos do ensino médio e não somente no último ano com apenas uma prova.

    Outro fator importante é que esta proposta caminha no sentido da construção de um sistema nacional de educação. As universidades teriam um instrumento único de ingresso e o ensino médio no Brasil teria que unificar seus currículos e as matérias oferecidas, eliminando as barreiras regionais hoje existentes no nosso sistema educacional. Um/uma estudante que tem que mudar de cidade, região ou estado sente na pele essas discrepâncias de não termos uma política nacional de educação, ou de uma educação voltada apenas para as provas de vestibulares de cada estado e região, e não por uma educação emancipadora. Por isso será fundamental que esta discussão seja feita na Conferência Nacional de Educação em que a pauta central será a formação de um sistema nacional articulado de educação.

    Ainda no tocante a democratização do ensino, temos a reserva de 50% das vagas das federais para os estudantes oriundos da escola pública. Está sim vem para pagar uma divida histórica com a população mais pobre deste país.

    Mesmo que alguns conservadores, digam que os estudantes egressos do ensino público não teriam condições de entrarem na Universidade Pública, está afirmativa cai pro terra quando números do MEC comprovam que estes estudantes têm notas superiores ou iguais aos que passaram a vida no ensino privado.

    Outra mudança importante na estrutura hoje da demografia das universidades é a possibilidade de maior mobilidade. Atualmente, um dado assustador é que apenas 1% dos/das estudantes universitários/as saíram de sua cidade natal para frequentar um curso superior. Isso indica que se um jovem nasce em uma cidade/região que não possua uma universidade ou faculdade, ele não tem condições de ingressar em um curso superior. Este dado derruba por terra a tentativa das criações das cotas regionais tão defendidas pelos detentores do ensino privado na região.

    Essa maior entrada de estudantes das classes populares e numa maior mobilidade estudantil traz à tona a importante discussão da assistência estudantil. O MEC junto com a proposta de reformulação do ENEM, garante para as universidades que aderirem à proposta um acréscimo na rubrica específica para assistência estudantil de R$ 200 milhões por ano. É um avanço, porém ainda insuficiente para as atuais demandas existentes e para as novas que serão criadas com a maior mobilidade estudantil. É tarefa da UNE ir para rua e fazer a disputa para garantir o aumento da rubrica específica de assistência estudantil.

    Cabe a nós que fazemos parte da UNE, UBES, UEP, DCE’s, D.A.’s e de todos os grupos e organizações juvenis fazermos a defesa deste projeto de educação. Temos que ocupar as conferencias municipais, estaduais e nacional de educação que terão inicio no mês de maio do corrente ano, para que possamos juntos fazermos as transformações que nosso Sistema Educacional Necessita.

    Deveríamos estar aplaudindo a iniciativa do Reitor da Univasf, por ter tido a coragem de modificar o modelo antidemocrático e ultrapassado de ingresso no ensino superior, ao invés de fazermos coro com aqueles representantes de um modelo que só visa o mercado e formulas que não são usadas para durante a vida acadêmica.

    O papel de desenvolvimento do Vale vem sendo cumprido, veja o museu na Cidade de Lagoa Grande, por exemplo, não podemos confundir o desenvolvimento do vale com reserva de vagas para estudantes da região. A universidade é de todos e não de uma classe historicamente priveligiada.

    Jonhdeible Oliveira dos Anjos é Sec. da JPT, membro do Movimento Mudança e do Fórum Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis.

  7. O estudante diz... disse:

    SOU A FAVOR DOS ESTUDANTES DA REGIÃO, POR ISSO ACREDITO QUE O NOVO ENEM VAI FAZER COM QUE A UNIVASF SEJA DE POUCOS COM MUITA CONDIÇÃO FINANCEIRA PARA CUMPRIR O SEU VERDADEIRO PAPEL DE INSTITUIÇÃO PUBLICA DANDO OPRTUNIDADE AQUELES QUE QUE ESTUDAM EM ESCOLAS PUBLICAS…

  8. ATENTO disse:

    Tudo que é novo causa, num primeiro momento, um sentimento de rejeição. Se a novidade vem sem regras claras, sem maiores detalhes, sem tempo de assimilação por parte de quem se quer atingir aí a repulsa é muito maior. Acredito que não houve má-fé nem do MEC, nem do reitor da Univasf, mas a precipitação em aprovar logo o novo Enem para daqui a 04 meses é que deixa a todos com a pulga atrás da orelha. Percebo que ninguém é contra o novo Enem, mas precisa ser debatido com a sociedade.

  9. Fabiana Carvalhal disse:

    DCH de Medicina? Não seria DA: Diretório Acadêmico?? ou CA: Centro Acadêmico ou DCE: Diretório Central Estudantil???
    Acho que você errou viu Carlos Britto?!?!

  10. Francisco disse:

    A UNIVASF trouxe mais responsabilidade aos governantes municipais e estaduais de Petrolina. Preparar o aluno para entrar na Universidade porque dispreparado lá não entra. O Vestibular é competitivo e não vai mudar porque a Universidade tem integridade e a Lei lhe confere autonomia. O Corpo docente da UNIVASF é de mestres e doutores concursados e pouco interessa se o aluno é de Petrolina, Juazeiro, Orocó, Dormentes, Crato, Salgueiro, o que vale é a capacidade intelectual.

  11. Opara disse:

    Até nessa hora, em que devemos ter um debate qualitativo, essa turma vem com politicagem. Dizer que nós petrolinenses somos politizados é brincadeira. Na realidade, os petrolinenses são partidarizados, no pior sentido da palavra. Entenda, cabide de emprego. Vão estudar para ver se conseguem alguma coisa na vida.

  12. Andréia disse:

    olha ñ que o enem seja ruim
    mais a questão é as pessoas vêem a nota de corte e mudar o curso
    muita gente ñ sabe nem de que o curso se trata e se inscreve so pq sua nota dar pra passar, pessoas essas que querem apenas o nome na lista de aprovados, enquanto muita genta quer realmente o curso outros estão tirando sua vaga, ñ é assim que o brasil vai pra frente….
    eu ñ passei no o curso, mais fui ate o fim com minha opção pois é o que realmente eu queria, por mais que eu ñ tenha passado

    minha nota dava para entrar em outros cursos mais ñ vou tirar a vaga de quem realmente quer e ñ quero ser um profissional imcompetente…

    é essa a proposta?

    e outra tem mais gente de fora do que gente da cidade na univasf?

    é muito lindo né?

    vem gente de fora se forma aqui e vai pra sua cidade execer sua profissão, tirando a vaga de pessoas de dentro da cidade

    é revoltante que o brasil em termos de educação entre outros esteja dessa forma…

    so quero ver no que isso vai dar…..

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