Esquema de adulteração de fertilizantes e adubos é descoberto no Sul do País e alerta chega ao Vale do São Francisco

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adulteração adubo e fertilizantes

Uma investigação do Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul desmantelou um esquema de adulteração de fertilizantes e adubos que eram vendidos para produtores rurais. Escutas telefônicas entre dois investigados apontam que um cliente flagrou a adulteração quando foi buscar o produto que tinha comprado. A ‘Operação NPK’ aconteceu no último dia 30 de agosto, quando foram cumpridos 36 mandados de busca e apreensão em 27 cidades – 25 no Rio Grande do Sul, uma no Paraná e outra em Santa Catarina.

O fertilizante era misturado com outros produtos comprados de forma irregular, aumentando o volume do produto original. O material adulterado era colocado em sacos com marcas comerciais conhecidas, mas não continha os mesmos valores de nutrientes indicados na embalagem. Dessa forma, o produtor rural pagava o preço de mercado por um produto falsificado.

Os fertilizantes minerais sólidos fornecem macronutrientes primários como Nitrogênio, Fósforo e Potássio. A fórmula varia de acordo com a concentração desses nutrientes, que são chamadas de misturas NPK, que originou o nome da operação. No entanto, não há nenhuma empresa registrada formalmente envolvida no esquema fraudulento, ou seja, suas marcas comerciais foram utilizadas indevidamente pelos fraudadores.

Vale do São Francisco

Depois que o fato foi amplamente divulgado na imprensa nacional, produtores do Vale do São Francisco estão preocupados, pois esses produtos falsificados podem estar sendo utilizados nas produções agrícolas da região. Para a chefe da Divisão de Defesa da Superintendência Federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ana Stepan, o produtor que comprou as marcas Maxifertil, Macrofertil e ADN deve procurar o MP, pois todas já deixaram o mercado há cerca de um ano. “Quem comprou em 2016 certamente adquiriu produto falsificado”, informou ao Jornal A Hora. Ela salienta ainda a necessidade de os produtores encaminharem produtos suspeitos para análise do Mapa. Para tal, eles devem pagar pelo trabalho do laboratório. (Com informações do G1-RS, Jornal A Hora e do Grupo Independente)

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