Empresa nega que Centro de Cultura João Gilberto seja afetado por leilão e artistas planejam protesto

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assembleia ccjg assembleia ccjg2 (1)Dispostos a defender o Centro de Cultura João Gilberto (CCJG) – maior patrimônio artístico cultural de Juazeiro – artistas, representantes da sociedade civil e o vereador José Carlos Medeiros (PV) reuniram-se na noite de ontem (20) para debater a possível venda da área onde está localizado o centro cultural.

Durante a assembleia, que aconteceu no Centro de Cultura, o coordenador do CCJG, João Leopoldo Vargas, informou que a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), responsável pelo terreno, negou – assim como já tinha feito no final do ano passado quando outro Leilão do terreno seria realizado – que o CCJG faça parte da área que será vendida no leilão, que ocorrerá na próxima quarta-feira (27), em Salvador.

A Ebal nos enviou uma nota, informando que o Estado quer, sim, vender uma área aqui, mas o Centro de Cultura João Gilberto não tem qualquer relação com a área que será vendida”, informou João Leopoldo. No entanto, há uma contradição na afirmação da Ebal. Dos mais de 11 mil metros da área a ser leiloada, 7 mil metros são ocupados pelo CCJG, o que representa mais da metade da área a ser vendida para iniciativa privada, e isso tem deixado até o diretor do centro “intrigado”.

Já o vereador Medeiros, único representante do legislativo municipal presente à assembleia, voltou a afirmar que a área a ser leiloada pela Ebal faz parte do CCJG e que no documento do terreno não consta a existência do centro cultural.

A planta desse terreno é clara. O Centro de Cultura está dentro da área para leilão. Na escritura desse terreno, não diz que nessa área está localizado o CCJG, e sim um terreno baldio”, afirmou o vereador, alertando: “Decisão do juiz se cumpre, e o que está no papel se observa”.

Propostas e estratégias

No decorrer do encontro muitas propostas foram lançadas pelos participantes, principalmente com o objetivo de chamar a atenção da sociedade juazeirense não só para a questão do leilão, mas também para a “um melhoramento do centro cultural, de uma melhor estrutura e expansão do centro”, declarou João Leopoldo.

Ainda foram aprovadas duas comissões para definir as próximas estratégias. Está prevista para a próxima segunda-feira (25) uma manifestação (‘abraçaço’) no Centro de Cultura João Gilberto. O horário ainda será definido e os convites serão distribuídos, principalmente via redes sociais, para atingir um público maior.

Após a assembleia de ontem, ficou a cargo do vereador Medeiros intermediar uma audiência pública para debater o tema na Casa Aprígio Duarte Filho e também tentar resolver outros trâmites mais burocráticos. Também foi unanimidade entre os participantes que se faça um documento concreto e irrevogável, garantindo também o tombamento do CCJG como patrimônio da cidade.

Por Duda Oliveira

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